RJ em Foco
Polícia Federal prende no Complexo da Maré suspeito de fornecer armas para o Comando Vermelho
Clayton Combe Ribeiro já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis
Policiais federais prenderam nesta terça-feira, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, Clayton Combe Ribeiro, de 31 anos. Ele é apontado como operador-chave da logística do fornecimento de armamento para o Comando Vermelho. A prisão ocorreu dentro da segunda fase da Operação Forja, inserida no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no Estado do Rio de Janeiro, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635.
Grupo de entregadores
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Clayton já havia sido alvo de investigações em outras regiões do Brasil pelo envolvimento na operação de fábricas clandestinas de fuzis. Ele é suspeito de crimes como organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.
Na ação de hoje, policiais federais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE), do Comando de Operações Táticas (COT) e do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. Também foram apreendidos um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete à prova de balas, celulares e documentos.
O outro preso por força de mandado judicial estava foragido por uma tentativa de homicídio qualificado. Segundo a PF, ele é vinculado ao CV, facção que impõe domínio estruturado sobre diversas áreas do Complexo da Maré por meio de intimidação, controle de acessos e supressão de direitos fundamentais da população local. Além dos mandados, um homem foi preso em flagrante e responderá pelos crimes de favorecimento pessoal e organização criminosa majorada.
Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro para adoção das medidas de polícia judiciária, lavratura do auto de prisão em flagrante e registro formal da cadeia de custódia. Após os procedimentos, os presos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça.
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