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Operação mira milícia aliada ao TCP em Rio das Pedras, Catiri e Catonho

Um dos alvos já estava preso; outro foi capturado em Rio das Ostras, na Região dos Lagos

Agência O Globo - 24/06/2026
Operação mira milícia aliada ao TCP em Rio das Pedras, Catiri e Catonho
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira, uma operação contra uma milícia que, segundo as investigações, se aliou ao Terceiro Comando Puro (TCP) e atua em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio, além de Catiri e Catonho, na Zona Oeste da capital.

Os alvos dos dois mandados de prisão são Luick Ferreira Cabral Pequeno e Rodrigo Marques Carbone , apontados pelos investigadores como principais operadores da organização criminosa. Eles são investigados para atuar como gerentes de cobrança e como “puxadores de guerra”.

Pequeno já estava preso desde abril. Carbono foi capturado nesta quarta-feira em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. Os agentes também cumprem quatro mandatos de busca e apreensão.

Veja os significados

De acordo com as investigações, a milícia que atua em Rio das Pedras, Catonho e Catiri se aliou ao TCP para ampliar seu poder bélico e tentar conter o avanço do Comando Vermelho. Rio das Pedras tem sido alvo de constantes confrontos promovidos pela facção, que busca expandir seus territórios na região. O grupo paramilitar também tenta garantir a manutenção das áreas já dominadas.

A investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) começou em 9 de setembro de 2025, após uma operação da unidade resultar na prisão em flagrante de membros ligados à quadrilha na Estrada do Cafundá, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio.

Na ocasião, foram descobertos dinheiro, celulares, uma pistola e um veículo clonado. A análise do material levou à identificação de operadores da milícia, entre eles Carbone e Pequeno.

Cobranças e atuação armada

Segundo a Draco/IE, os dois atuaram diretamente na coordenação, supervisão e execução da arrecadação de valores ilícitos. Eles são apontados como responsáveis ​​por operacionalizar a cobrança sistemática de taxas impostas a moradores, comerciantes, falar de serviço, empresas de construção e empreendimentos imobiliários localizados em áreas dominadas pela organização criminosa.

Carbone e Pequeno também exerceram papel central no braço armado da milícia, conforme a investigação. A polícia afirma que ambos atuavam como “puxadores de guerra”, com responsabilidade direta na mobilização de crimes armados, articulação de invasões territoriais, contenção de manifestações rivais e fortalecimento bélico da organização.

Ainda segundo o investigador, os dois aparecem em diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, transferência de equipes e alinhamento constante entre operadores financeiros e criminosos armados do grupo.

Prisão em Niterói

De acordo com a Polícia Civil, Pequeno foi preso em flagrante na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, com uma arma e uma granada.

Ele foi acompanhado de cúmplices ligados ao TCP, oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. Na ocasião, o grupo tentou tomar o Santo Cristo, área então dominada pela facção rival Comando Vermelho.