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Anac autuou operador de helicóptero envolvido em colisão por recusa de informações

Agência apurava denúncia de táxi aéreo clandestino, manutenção vencida e inconsistências no diário de bordo da aeronave

Agência O Globo - 15/06/2026
Anac autuou operador de helicóptero envolvido em colisão por recusa de informações
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - Foto: Reprodução

Uma das aeronaves envolvidas na colisão que deixou seis mortos na manhã de domingo, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, havia sido alvo de auto de infração da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por “recusa de exibição de livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização”.

De acordo com documentos da agência, a autuação foi emitida no ano passado, durante a apuração de uma denúncia anônima de que o helicóptero estaria realizando serviço de táxi aéreo clandestino. No curso da investigação, a empresa responsável pela aeronave não cumpriu o prazo estabelecido em intimação para encaminhar os documentos solicitados pela Anac.

Tragédia no ar:

Colisão no ar:

Na denúncia recebida pela Anac, foi informado que a aeronave PP-MAC estaria operando como táxi aéreo clandestino no Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Segundo o documento, o helicóptero funcionaria com “manutenção vencida e diário de bordo com lançamento inconsistente de horas totais voadas”.

Os registros da Anac indicam que a agência solicitou à empresa responsável documentos capazes de comprovar ou afastar as irregularidades apontadas. Como não houve resposta dentro do prazo definido, a agência emitiu o auto de infração pela ausência das informações requisitadas.

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Ao concluir a apuração, a Anac também recomendou que a aeronave e o Aeroporto de Jacarepaguá (SBJR) fossem incluídos no plano de fiscalização in loco, para que as denúncias pudessem ser verificadas presencialmente.