RJ em Foco
Helicópteros que colidiram no ar estavam regulares; voos saíram de Angra e Jacarepaguá
Moradores relataram nas redes sociais que ouviram uma sequência de explosões após a queda no Recreio dos Bandeirantes
Um Eurocopter AS350 B2, modelo popularmente conhecido como Esquilo, e um Bell 206B Jet Ranger foram os dois helicópteros envolvidos na colisão em voo que deixou seis pessoas mortas na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. As aeronaves, que estavam em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), caíram sobre um pátio de carros elétricos após o choque no ar.
O Esquilo, atualmente designado como Airbus H125, de matrícula PR-DJJ, foi fabricado em 2012. A aeronave tem capacidade para um piloto e cinco passageiros e pertence, desde 2021, ao empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias. As autoridades ainda não confirmaram se o proprietário estava a bordo.
A segunda aeronave, de prefixo PP-MAC, é um Bell 206B fabricado em 1999. O helicóptero comporta até cinco pessoas e está registrado em nome da empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda., que adquiriu o bem recentemente, em outubro de 2024. Ambos os helicópteros possuíam certificados de aeronavegabilidade ativos e normais.
Segundo as informações disponíveis, uma das aeronaves decolou na manhã deste domingo de Angra dos Reis, na Costa Verde, enquanto a outra saiu do Aeroporto de Jacarepaguá. O GLOBO informou que procurou a Turfik e o empresário apontado como proprietário de um dos helicópteros, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
A colisão ocorreu pouco antes das 8h59, horário em que o Corpo de Bombeiros recebeu o primeiro chamado para a ocorrência. Os destroços caíram sobre um terreno no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. O local, onde antes funcionava uma igreja, é atualmente alugado pela montadora BYD para armazenamento de automóveis híbridos e elétricos.
— Uma das aeronaves incendiou e atingiu em torno de 20 carros na queda. Eram veículos elétricos, veículos que têm um potencial de incêndio muito alto. A gente conseguiu controlar, o incêndio foi extinto, mas infelizmente não há sobreviventes entre as pessoas que estavam na aeronave. O local está isolado, já acionamos a Cenipa. A Polícia Civil está aqui fazendo a perícia e também nos ajudando a isolar o local — afirmou o tenente-coronel Fabio Contreiras, em entrevista à GloboNews.
Com o impacto e a explosão, peças das aeronaves foram arremessadas. Destroços foram encontrados em um terreno baldio e também dentro de um condomínio da região. Nas redes sociais, moradores do entorno relataram ter ouvido uma sequência de explosões logo após a queda.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 45 militares e 15 viaturas foram mobilizados para atender à ocorrência. O Destacamento de Bombeiros Militar do Recreio dos Bandeirantes foi acionado imediatamente, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Operações Especiais (GOEsp) e da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não Tripulados da corporação.
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