RJ em Foco
Carro de empresa de internet é incendiado por criminosos em Itaboraí
Ataque ocorreu enquanto técnico fazia manutenção em rede de fibra ótica no bairro Joaquim de Oliveira
O crime organizado começou a agir na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Na manhã desta terça-feira, um veículo da empresa Leste Telecom foi incendiado em Itaboraí por criminosos. O carro era com um funcionário, que foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Ele foi obrigado a deixar o automóvel, que em seguida foi incendiado pelos suspeitos, ambos mascarados. Ninguém ficou ferido durante a ação.
Ataque durante o quarto
O atentado ocorreu enquanto um técnico realizava manutenção na rede de fibra ótica no bairro Joaquim de Oliveira, a cerca de 200 metros do local onde serão realizados os shows em comemoração aos 193 anos de emancipação do município.
Em nota, a assessoria de imprensa da Leste Telecom informou que o funcionário passa bem e está recebendo apoio da empresa. A companhia acrescentou que ainda avalia os prejuízos, que envolvem um veículo novo da frota, equipamentos e materiais utilizados nos reparos da rede.
A empresa informou também que está colaborando com as investigações conduzidas pela 71ª DP (Itaboraí).
Série de ataques
Este é o quinto ataque registrado neste ano contra operadoras e provedores que atuam regularmente no Rio de Janeiro. Em 12 de maio, o jornal O Globo publicou reportagem mostrando que facções criminosas e milícias exploram a comercialização irregular de sinais de internet e tentam importar o pagamento de taxas a quem opera legalmente no mercado.
Empresas que se recusam a pagar as extorsões sofrem retaliações. Além de Itaboraí, veículos, equipamentos e instalações de empresas já foram incendiados em Cachoeiras de Macacu, Japeri, Paracambi e Maricá, também na Região Metropolitana.
O levantamento é baseado em investigações policiais, dados do Disque Denúncia (21 2253-1177) e informações de moradores, operadoras e provedores.
Lucrativo
A comercialização ilegal de sinal de internet começou em áreas controladas por milícias, mas logo foi imposta também pelo tráfico, especialmente pelo Comando Vermelho (CV). O negócio, altamente lucrativo, expandiu-se por bairros e cidades do interior. Em territórios dominados por criminosos, oficiais de empresas são proibidos de manutenções ou novas instalações, abrindo espaço para a atuação de grupos ilegais.
O primeiro ataque de 2024 ocorreu em 6 de janeiro, em Cachoeiras de Macacu, quando um carro foi incendiado no bairro Papucaia. Outros casos violentos aconteceram nos dias 22 e 23 de março, em Japeri e Paracambi, respectivamente. Em Japeri, um escritório e um automóvel foram incendiados; em Paracambi, um veículo utilizado na manutenção de redes de fibra ótica também foi queimado. Em Maricá, no dia 28 de abril, o veículo de um técnico foi atacado e incendiado.
As investigações apontam que traficantes e milicianos atuam de duas formas: em alguns casos, utilizam empresas de internet próprias ou de prepostos para monopolizar o serviço em áreas dominadas; em outros, cobram taxas das operadoras e provedores locais. O valor da “permissão de trabalho” pode chegar à metade do que é pago pelos clientes.
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