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Fim do pagamento em dinheiro nos ônibus: secretário confirma venda do cartão Jaé em bancas de jornal
Jorge Arraes defende adoção do modelo digital nos ônibus do Rio; acordo amplia pontos de venda e recarga do Jaé para cerca de 700 bancas
A Prefeitura do Rio firmou acordo com aproximadamente 700 bancas de jornal para ampliar a venda e recarga do cartão Jaé, que será o principal meio de embarque nos ônibus municipais a partir de 30 de maio. A partir dessa data, o pagamento em dinheiro deixará de ser aceito dentro dos coletivos. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, durante audiência pública da Comissão de Transportes e Trânsito da Câmara de Vereadores.
Segundo Arraes, além das bilheteiras, máquinas de autoatendimento e estabelecimentos já credenciados, todas as bancas de jornal deverão comercializar o cartão verde do Jaé e realizar recargas. Com a medida, a rede de atendimento contará com cerca de dois mil pontos espalhados pela cidade.
— Todas as bancas serão obrigadas a vender o cartão Jaé verde, para recarga — afirmou o secretário.
Durante a audiência, Arraes defendeu o fim do pagamento em espécie nos ônibus municipais e destacou que o modelo digital já é adotado no BRT e no VLT desde a criação desses sistemas. Ele argumentou que a mudança visa reduzir o tempo de parada dos coletivos, diminuir a exposição a crimes e ampliar a rastreabilidade da arrecadação do transporte público.
O presidente da Câmara, vereador Carlo Caiado (PSD), ressaltou que a ampliação dos pontos de venda atende a uma demanda da população por mais facilidade de acesso ao sistema.
— Depois da discussão aberta com a sociedade, a prefeitura anunciou que vai passar a vender o Jaé também nas bancas de jornal. Isso é muito positivo, porque a população precisa de mais facilidade no acesso ao sistema de transporte público — disse Caiado.
O secretário informou ainda que a prefeitura pretende inaugurar mais mil pontos de atendimento até o final deste mês, quando entra em vigor a obrigatoriedade do cartão. Vereadores e representantes da sociedade civil sugeriram que lotéricas, farmácias, clínicas da família e agências dos Correios também sejam incluídas como pontos de recarga.
A audiência também abordou as dificuldades de acesso ao sistema em regiões afastadas das estações do BRT e do VLT, além dos impactos para idosos e pessoas com baixo letramento digital. De acordo com Arraes, estudos da prefeitura indicam que apenas 8% das passagens atualmente são pagas em dinheiro, o que deve reduzir o impacto da mudança.
O cartão Jaé é aceito nos ônibus municipais, BRT, VLT, vans, cabritinhos e no metrô.
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