RJ em Foco
Ed Motta é investigado por injúria após confusão em restaurante no Rio e enfrenta retaliação de nordestinos
Nos comentários dos anúncios de shows deste mês, dezenas de nordestinos se manifestaram sobre o caso
Ed Motta está sendo investigado por injúria após se envolver em uma confusão em um restaurante no Rio de Janeiro. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, especialmente entre internautas nordestinos, que reagiram com críticas e manifestações de repúdio ao cantor.
Nos comentários das postagens sobre shows programados para este mês, usuários deixaram mensagens como: "Só não venha para a Paraíba", e "Que tal não vir para a Região Nordeste? Sendo assim, eu faço questão de nem lembrar de sua fala preconceituosa".
Uma internauta desabafou: "Estou extremamente decepcionada com a atitude do cantor Ed Motta. Sempre o enxerguei, desde criança, como referência musical... É deprimente quando as pessoas, na necessidade de parecer superior, procuram subterfúgios para atingir o próximo naquilo que acredita ser inferior... Como neta de nordestinos, me senti ultrajada e decepcionada. Não pela falta de orgulho do sangue nordestino, mas por ver uma figura pública, tão erudita e privilegiada dispensar um tratamento tão desonroso a quem trabalha e encontra no trabalho a sua dignidade. Que o rigor da lei lhe encontre".
Segundo relato do barman do restaurante Grado, Ed Motta teria iniciado as ofensas após uma conversa entre clientes e funcionários. De acordo com o depoimento, o cantor teria dito: “Olha, o babaca está rindo. Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”. Em seguida, teria colocado uma taça de vinho sobre o balcão e afirmado: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas”. Ao deixar o local, teria acrescentado: “Cambada de paraíba” e, voltando-se novamente para o funcionário, proferido: “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”.
No dia 12 de maio, Ed Motta prestou depoimento por cerca de duas horas na 15ª DP (Gávea), acompanhado de seus advogados Pedro Ivo Velloso e Thatiana de Carvalho Costa. Ele negou ter dirigido ofensas xenofóbicas ao barman e classificou as acusações como "injustas" e "infundadas".
Além do cantor, a polícia ouviu o sócio do restaurante, Nello Garaventa, o barman, a caixa e um garçom. Os acompanhantes de Ed Motta — o empresário Diogo Coutinho do Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Quinta da Henriqueta, e o advogado Nicholas Guedes Coppi, apontado como responsável por lançar uma garrafa de vinho contra um cliente e agredi-lo com um soco — também foram chamados a depor.
No depoimento, Ed Motta relatou que se sentiu "chateado" e "desprestigiado" ao ser cobrado pela taxa de rolha, já que, segundo ele, nunca havia sido cobrado antes. O gerente teria explicado que a cobrança ocorreu porque a mesa estava cheia, com o cantor e mais seis pessoas, e não apenas ele e a esposa. Após reclamar, Ed Motta levantou-se e disse: "Nunca mais volto aqui".
O artista afirmou que, "sob influência de emoção", pegou uma cadeira e a arremessou ao chão, "sem a intenção de acertar qualquer pessoa". No entanto, a cadeira resvalou em uma mesa e atingiu as costas de um garçom. Ele também relatou que, devido ao seu tamanho, esbarrou em uma mesa onde estavam dois casais, provocando a queda da bolsa de uma das ocupantes. Em seguida, deixou o estabelecimento acompanhado da esposa.
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