RJ em Foco
Prefeitura inicia intervenção na linha 634 entre Tijuca e Ilha do Governador, que agora só aceita cartão
Linha Bananal—Saens Peña passa a ser operada pela Mobi-Rio após avaliações negativas; pagamento em dinheiro será extinto em todas as linhas a partir do dia 30
Começou no último fim de semana a operação da Mobi-Rio, companhia municipal responsável pelo BRT, na linha 634 (Bananal—Saens Peña), que liga a Ilha do Governador à Tijuca, ambos na Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta é a primeira linha convencional da cidade acessível exclusivamente por pagamento em cartão — além do Jaé, também é aceito o Riocard (apenas para beneficiários do Bilhete Único Intermunicipal). A medida será estendida a todas as linhas de ônibus da cidade a partir do próximo dia 30.
Segundo decreto publicado no Diário Oficial na última sexta-feira, trata-se de uma intervenção parcial de 180 dias, podendo ser prorrogada, com o objetivo de assumir e regularizar a operação e gestão da linha. Até então, a prefeitura avaliava que havia má gestão da linha por parte da Transportes Paranapuan, integrante do Consórcio Internorte.
O texto, assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere, determina que a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) terá 30 dias para apurar as causas da intervenção e as responsabilidades pelo descumprimento de obrigações contratuais pela antiga operadora.
A linha 634 apresenta um Índice de Qualidade de Transportes (IQT) de 0,67 — abaixo da média municipal, que é de 0,73. Dados do último IQT, referente ao último trimestre do ano passado, mostram que o funcionamento do ar-condicionado e a satisfação dos usuários foram fatores determinantes para a nota baixa. As melhores avaliações se aproximaram de 1: na última medição, as notas máximas foram do serviço noturno da linha 324 (Ribeira—Candelária) e da linha SPB326 (Bancários—Fundão), ambas operadas pela Viação Ideal, concorrente da Paranapuan na Ilha do Governador.
Sem pagamento em dinheiro
Com a Mobi-Rio, a linha 634 passa a operar 24 horas por dia, com frota de 25 ônibus novos, todos equipados com ar-condicionado. O modelo de operação sem aceitação de dinheiro já é adotado em três outras linhas — 28 (Pingo D'Água—Curral Falso), 67 (Campo Grande—Deodoro) e 68 (Deodoro—Bangu) —, operadas pela própria companhia na Zona Oeste, conectando terminais do BRT a bairros da região.
A partir do próximo dia 30, todas as linhas de ônibus do Rio deixarão de aceitar pagamento em dinheiro. Segundo a prefeitura, a medida visa maior transparência na arrecadação das empresas, elimina o manuseio de dinheiro pelos motoristas — reduzindo o tempo de embarque e aumentando a segurança das viagens.
O dinheiro continuará podendo ser utilizado apenas para recarga dos cartões Jaé, fora dos ônibus, em máquinas de autoatendimento disponíveis em terminais do BRT e estações do VLT.
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