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Polícia busca identificar autor de garrafa lançada em briga com Ed Motta; vítima levou sete pontos

Caso ocorrido no restaurante Grado, no Jardim Botânico, é investigado pela 15ª DP e será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

Agência O Globo - 07/05/2026
Polícia busca identificar autor de garrafa lançada em briga com Ed Motta; vítima levou sete pontos
Ed Motta - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro tenta identificar o responsável por atirar uma garrafa de vidro que feriu um cliente durante uma confusão no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, na noite do último sábado. A vítima, um homem de 28 anos, precisou levar sete pontos na cabeça após ser atingida. O caso está sob investigação da 15ª DP (Gávea), que apura o crime de lesão corporal.

Segundo a delegada Daniela Terra, titular da unidade, Ed Motta foi acompanhado de Diogo Coutinho do Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Quinta da Henriqueta, e de um homem que seria primo de Diogo. Este terceiro indivíduo é apontado como autor dos socos e do arremesso da garrafa. "Já iniciamos diligências para identificar e intimidar esse primo de Diogo, que foi chamado para depor, mas alegou estar viajando. Quanto ao Ed Motta, ele ainda não prestou depoimento e pode não ser necessário, pois, segundos relatos, teria saído antes das agressões. A definição depende do depoimento do gerente do Grado, que ainda será ouvido como testemunha", explicou a delegada.

Em depoimento, a vítima relatou que, por volta da meia-noite, jantava com familiares e amigos quando Ed Motta presenciou levantar-se de sua mesa, derrubar uma cadeira e deixar o local. Logo após, iniciou-se uma discussão entre membros das duas mesas. Um homem com sotaque português, então, mudou-se da vítima e desferiu um soco em seu rosto. Sem reagir, a vítima decidiu ir embora, mas, ao se dirigir à saída, foi atingida na cabeça por uma garrafa de vidro lançada pelo mesmo agressor. O grupo do autor das agressões deixou o restaurante em seguida.

"Depois de ouvir todos os envolvidos, o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), pois a lesão corporal é considerada crime de menor potencial ofensivo. O caso irá para o Quarto Juizado Especial Criminal, no Leblon", detalhou a delegada Daniela Terra.