RJ em Foco

Palácio das Laranjeiras será aberto para visitação pública; veja quem pode participar

Primeiros visitantes serão estudantes de colégios públicos estaduais; grupos de interesse também poderão agendar visitas

Agência O Globo - 05/05/2026
Palácio das Laranjeiras será aberto para visitação pública; veja quem pode participar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou a reabertura do Palácio das Laranjeiras para visitação pública, conforme divulgado em primeira mão pelo colunista Ancelmo Gois nesta terça-feira (5). Construído entre 1909 e 1913, o palácio é a sede oficial dos governadores do estado e já foi residência presidencial.

De acordo com comunicado do Executivo estadual, os primeiros visitantes serão estudantes de escolas públicas estaduais. Grupos de interesse também poderão solicitar agendamento. “O objetivo é estruturar um modelo permanente de visitação. A iniciativa segue a estratégia do Governo do Estado de abrir e ativar espaços públicos, a exemplo do MIS Copacabana”, informa a nota.

A seleção dos grupos de interesse será realizada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), que fará contato institucional com as universidades. A Secretaria Estadual de Educação ficará responsável pela articulação com as escolas.

Em 2021, no início do governo Cláudio Castro, o Palácio das Laranjeiras e o Palácio Guanabara foram abertos à visitação por meio do projeto Palácios do Povo. O programa foi suspenso durante a pandemia e não foi retomado desde então. Atualmente, o site destinado aos agendamentos encontra-se desatualizado e sem funcionamento.

O Palácio das Laranjeiras, erguido por Eduardo Guinle, permite passeios por ambientes emblemáticos, como o hall de entrada, o Salão Luís XIV, a Sala de Música — que abriga o famoso piano inspirado no cravo de Maria Antonieta —, o fumoir (espaço para fumantes), a sala de jantar e a biblioteca, onde está o Bureau du Roi, uma réplica da escrivaninha de cilindro pertencente ao Rei Luís XV da França, atualmente no Palácio de Versalhes. Também integram o roteiro o Salão Império e a Galeria Regência.

As visitas costumam incluir ainda o Boudoir, ambiente íntimo tradicionalmente associado ao espaço feminino, o Quarto Luís XV, o Quarto das Crianças (Quarto des Enfants), o banheiro de mármore e o elevador decorado em estilo rococó, um dos primeiros instalados em residências na América Latina.

— O Guinle foi um dos que quiseram trazer a França para o Rio, então ele importou artistas e peças francesas para a obra. O palácio reúne muito luxo, materiais nobres e muito art nouveau — explicou a museóloga Natasha Mol ao jornal O GLOBO, em 2021.

A família Guinle vendeu o imóvel para a União em 1946, quando passou a servir como sala de visitas do Rio e residência para presidentes em visita à cidade. Em 1956, o presidente Juscelino Kubitschek tornou o palácio a residência oficial da Presidência da República, de onde se despediu para ir à recém-inaugurada Brasília, em 1960. Com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975, o palácio tornou-se residência oficial do governador do novo estado, tendo Faria Lima como primeiro morador.