RJ em Foco
‘Levaram meu celular, mas valeu a pena’, diz fã argentino que ainda aguarda Shakira na porta do Copacabana Palace
Fãs se concentram na porta do hotel enquanto ambulantes tentam vender o que sobrou; garimpeiros buscam objetos na Praia de Copacabana
No dia seguinte ao megashow de Shakira, os fãs permaneceram em frente ao Copacabana Palace na esperança de ver a artista antes de sua partida no Rio. Entre eles estão os argentinos Yolanda Nunes, Alejandro Perez e Aiana Nunes, integrantes do fã-clube Shakira Stan AR. O grupo está na cidade desde sexta-feira e já acompanhou cerca de dez apresentações da cantora em diversos países.
'Me apaixonei pela sua música' e 'poucas vozes emocionam tanto':
Durante o show, Alejandro teve o celular furtado, mas afirma que a experiência compensou e que continuará aguardando por Shakira:
— Levaram meu celular, mas valeu a pena. Estamos aqui esperando ela sair do hotel. Já encontrei com ela em outros países, em aeroportos. Sempre esperamos tentar chegar mais perto.
O grupo correu rumores de que a cantora já teria saído do hotel após o pai passar mal, com suspeitas de infarto. Mesmo assim, decidimos permanecer no local.
No entanto, a assessoria do evento informou que "nada disso foi informado (sobre o mal-estar do pai da cantora), e como a equipa da artista falou, foi uma questão pessoal".
Parte dos fãs retornou ao local no dia seguinte após não conseguir ver Shakira de perto. A estudante Sthefany Garcia, de 15 anos, não foi ao show pois o pai não autorizou, temendo assaltos, mas prometeu levá-la até a porta do hotel, se fosse preciso passar o dia ali.
— Assisti de casa e vim tentar ver a Shakira — comentou Sthefany.
Enquanto os fãs aguardam, os ambulantes tentam vender o resto da noite anterior nos arredores do hotel e na Praia de Copacabana. Camisas, bebidas e capas de chuva ainda são oferecidas aos que passam.
Balanço dos ambulantes:
A avaliação dos vendedores é semelhante: o público foi grande, mas o consumo ficou abaixo do esperado.
— A estimativa era superar, mas voltei com mercadorias — diz Ricardo Henrique Jacinto, que faturou pouco mais de R$ 2 mil, cerca de 70% do que levou para vender.
— Vendi dois mil e poucos reais. No show da Lady Gaga, vendi R$ 3.200.
Miguel Quirino, conhecido como Angolano, vendeu cerca de 90% do estoque, principalmente bebidas, mas também considera o resultado inferior ao de outros eventos.
— Tinha muita gente, mas também muito ambulante.
Segundo os fornecedores, a concorrência acirrada e o período do mês podem ter influenciado, já que parte do público ainda não havia recebido salário.
As vendas seguiram durante a madrugada. Alguns ambulantes trabalharam até por volta das 4h30 vendendo bebidas e, com a chuva, passaram a oferecer capas de chuva. Ao longo do dia, permaneça no local e planeje seguir à tarde para o Maracanã, onde haverá jogo.
Na areia, também há movimentação. Desde cedo, as pessoas circulavam em busca de objetos deixados após o evento. Alex Rodrigues e o amigo Wellington Manzoli, que atuam como garimpeiros, percorrem a praia.
— Desde as 6h, encontrei cerca de 200 reais e alguns anéis.
Apesar da limpeza iniciada, pela manhã ainda foi possível ver lixo acumulado ao redor dos banheiros químicos. As ruas do entorno foram lavadas pelas equipes da Comlurb.
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