RJ em Foco
Monique Medeiros deixa delegacia e segue para presídio de Benfica
Professora é acusada de envolvimento no homicídio do filho, Henry Borel, em 2021.
Monique Medeiros , que foi entregue à 34ª DP (Bangu) na manhã desta segunda-feira após decisão do Supremo Tribunal Federal pelo restabelecimento de sua prisão preventiva, deixou a unidade por volta das 12h em direção ao presídio de Benfica. O local serve como centro de triagem do sistema prisional do Rio de Janeiro antes do encaminhamento para uma penitenciária. Monique, professora, é acusada de envolvimento no homicídio do próprio filho, Henry Borel, ocorrido em 2021.
Segundo o delegado Alexandre Netto, titular da 39ª DP, Monique foi apresentada à delegacia acompanhada de seus advogados por volta das 9h. Os defensores levamvam pelo menos duas bolsas transparentes com pertences da ré. Durante a permanência na delegacia, Monique optou por não se manifestar sobre o processo.
— Disse apenas que, ao tomar conhecimento da decisão do STF, entrou em contato com seus advogados para organizar a apresentação apresentada. Recebemos ontem a informação sobre o restabelecimento da prisão e já iniciamos diligências para cumprir a medida judicial. Foi então que a defesa comunicou a intenção de entrega. Ela veio para esta unidade porque um dos endereços registrados no processo é na região de Bangu — explicou o delegado.
Após a prisão de Monique, Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no processo, afirmou que a medida é fundamental para garantir a regularidade do andamento processual.
— A decisão do STF é essencial e urgente para garantir o andamento regular do processo e proteger o julgamento contra manobras que tentam boicotar a Justiça. Ela também permitiu a legitimidade da minha atuação como assistente de acusação, na condição de pai do Henry e vítima direta de toda essa tragédia.
Segundo Leniel, o ministro Gilmar Mendes foi claro ao apontar o risco que a soltura de Monique Medeiros representa para o processo e para as testemunhas, além de destacar a extrema gravidade e crueldade do crime.
— Por isso, ele também cobrou celeridade no julgamento. O que as defesas fazem, de forma reiterada, é afrontar a Justiça, a sociedade e a memória do meu filho. Eu não vou retroceder um milímetro na busca pela Justiça. A Justiça é pelo Henry, mas interessa a toda a sociedade — concluída.
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