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Morador é morto em ação de traficantes durante operação policial no Rio

Leandro Silva Souza foi feito refém e morto por criminosos em fuga após invasão de residência

Agência O Globo - 18/03/2026
Morador é morto em ação de traficantes durante operação policial no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um dos oito mortos na operação da Polícia Militar em favelas da região central do Rio era morador da comunidade. O tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, relatou que parte da quadrilha, em uma "ação covarde", invadiu uma residência e fez uma família refém. O morador Leandro Silva Souza acabou morto durante uma negociação.

Segundo Corbage, "buscamos uma solução de segurança, mas houve disparos de dentro da residência, e o senhor Leandro levou o primeiro paf (perfuração de arma de fogo) na região da cabeça. Nossa tropa respondeu com fogo, neutralizando os criminosos. Conseguimos retirar a dona Roberta em segurança, embora em estado de choque".

Sete mortos e ações criminosas

A operação do Bope descobriu ainda em mais sete mortes em favelas da região central do Rio. Entre os mortos está Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. Outras duas pessoas ficaram feridas. No final da manhã, ações criminosas atingiram vias próximas às comunidades Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos, onde os policiais atuaram. Na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, um ônibus foi incendiado. Outros veículos foram sequestrados e usados ​​como bloqueios.

Chefe do Morto

Segundo a PM, foram apreendidos dois fuzis, quatro pistolas e dois revólveres durante a operação. Quatro pessoas foram detidas por provocarem arruaça nas ruas. O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que Jiló exerceu papel relevante no Comando Vermelho. “Era um traficante sanguinário”, declarou Menezes. O esconderijo de Jiló foi localizado nesta quarta-feira, e a operação foi planejada para capturá-lo.

Histórico de crimes e morte de turista

Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, acumulou anotações criminais desde a década de 1990, incluindo tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e roubo. Contra ele, havia 10 mandados de prisão em aberto.

Jiló é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. Na ocasião, Bardella e um primo encontrado por engano no Morro dos Prazeres. O estrangeiro foi morto na hora, e seu corpo colocado na mala de um carro, onde o primo foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade até que o tráfico liberou o sobrevivente.

De acordo com a polícia, Jiló havia deixado a prisão 30 dias antes de se envolver na morte de Bardella. Ele havia sido preso em 1990 e recebeu progressão de pena.