RJ em Foco
Prisão de ex-secretários intensifica embate entre Paes e Castro no Rio
Prefeito diz ter “perdido a conta” de aliados de Cláudio Castro presos; governador reage e cita prisão de vereador que chamou de “braço direito” do Comando Vermelho na Prefeitura
A prisão de um ex-secretário do governo estadual na segunda-feira, seguida da detenção de um vereador e ex-secretário da Prefeitura do Rio dois dias depois, elevou a temperatura da disputa política entre o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o governador Cláudio Castro (PL). O episódio ocorre em meio às articulações dos dois para as eleições deste ano: Paes é pré-candidato ao governo estadual, enquanto Castro busca uma vaga no Senado. O governador também responde a julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades na campanha de 2022, já com dois votos contrários no processo.
Na segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes utilizou as redes sociais para afirmar que já "perdeu a conta" de quantos integrantes do governo estadual foram presos por suspeita de envolvimento com o crime organizado.
O ex-secretário estadual Carracena é investigado por supostamente liderar um grupo que vendia influência dentro da administração pública para favorecer o tráfico internacional de drogas. Na mesma publicação, Paes ironizou adversários que se apresentam como "valentões" na segurança pública, dizendo que seriam, na verdade, "tchutchucas do Comando Vermelho".
Já o vereador Salvino, que ocupou o cargo de secretário municipal da Juventude na gestão de Paes, foi detido durante a operação Contenção Red Legacy. Segundo as investigações, ele é apontado como um dos principais articuladores políticos ligados ao Comando Vermelho dentro da estrutura municipal. Salvino teria negociado com o traficante Edgard Alves Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral em 2024 em áreas controladas pela facção, incluindo a Cidade de Deus.
Ao chegar preso à Cidade da Polícia, Salvino alegou estar sendo vítima de uma guerra política alheia. Questionado sobre a suposta ligação com Doca, negou as acusações.
Um dia antes de sua prisão, Salvino utilizou a tribuna da Câmara Municipal para afirmar: "quem estiver errado, envolvido com escândalo, que pague".
Após a prisão, o governador Cláudio Castro também recorreu às redes sociais para comentar a operação e atacar a gestão municipal de Paes. Em publicação, afirmou que a Polícia Civil havia prendido "o braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio" e declarou que o vereador trabalhava "para bandido e não para o povo". Castro ainda ressaltou que organizações criminosas vêm tentando se infiltrar na administração municipal há anos.
Na mesma publicação, Castro destacou que o vereador detido criticava reiteradamente as forças de segurança e atacava operações da Polícia Militar, incluindo uma ação na Cidade de Deus. O governador reforçou que tanto milícias quanto o Comando Vermelho tentam há décadas se infiltrar na estrutura da Prefeitura do Rio.
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