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Chefe do tráfico do Morro do Andaraí morre em confronto com a Polícia Militar

Rodrigo Rosa Brasil estava foragido do sistema penitenciário; homem apontado como seu segurança foi baleado durante a operação

Agência O Globo - 09/03/2026
Chefe do tráfico do Morro do Andaraí morre em confronto com a Polícia Militar
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma operação conjunta do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Subsecretaria de Inteligência (SSI) da Polícia Militar, realizada na noite deste domingo no Morro do Andaraí, Zona Norte do Rio, detectada na morte de Rodrigo Rosa Brasil , conhecido como Boneco do Andaraí, de 46 anos, apontado como chefe do tráfico local. Ele chegou a ser socorrido ao Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade.

Um segundo homem, identificado como segurança de Rodrigo Brasil, também foi baleado durante a ação e direcionado ao Hospital do Andaraí. Até o momento, não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

Segundo a Polícia Militar, o confronto teve início após as equipes serem atacadas por criminosos. Durante a operação, foram apreendidos um fuzil e uma pistola, que estavam em posse de Rodrigo Brasil e do outro suspeito ferido.

Rodrigo Rosa Brasil estava foragido desde março de 2019, quando deixou de retornar à unidade prisional após receber o benefício de saída temporária para visita periódica ao lar. À época, cumpriu pena pelo assassinato do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, ocorrido em 2008 no bairro do Grajaú, na presença da família da vítima.

As investigações apontam que o Brasil liderava uma associação criminosa armada, responsável por diversos crimes no Andaraí, incluindo o aliciamento de crianças e adolescentes para o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

A Polícia Militar informou ainda que o traficante era o responsável pelos recentes confrontos tanto no Andaraí quanto na Tijuca. O grupo sob seu comando também financiou uma quadrilha de roubos de veículos, com ações no Andaraí e no Grajaú. Os recursos obtidos com esses crimes foram utilizados para tentar expandir a facção criminosa no Maciço da Tijuca, tendo como principais alvos os Morros da Cruz e da Casa Branca.

Rodrigo Brasil possuía extensa ficha criminal, incluindo registros por associação para o tráfico de drogas, tráfico, associação criminosa, homicídio, organização criminosa, roubo de veículos e latrocínio. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).