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Vítima de estupro coletivo em Copacabana relatou tentativa anterior de abordagem por um dos acusados

Trecho do depoimento prestado na 12ª DP integra o relatório final, que detalha lesões físicas, exame pericial positivo e o indiciamento de quatro jovens pelo crime.

Agência O Globo - 02/03/2026
Vítima de estupro coletivo em Copacabana relatou tentativa anterior de abordagem por um dos acusados
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O relatório do inquérito conduzido pela 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) revela que a adolescente de 17 anos relatou, em depoimento, que um dos jovens indiciados já havia tentado participar de uma relação sexual com ela em 2024. A informação consta no termo de declaração da vítima no procedimento que apura o crime ocorrido em 31 de janeiro de 2026, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana.

Segundo o depoimento, o episódio anterior teria ocorrido enquanto ela mantinha um relacionamento com o adolescente investigado no mesmo caso. Na ocasião, em 2024, durante um encontro íntimo com o namorado, em uma casa pertencente ao tio dele, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, também estava no imóvel e chegou a pedir para participar da relação, pedido que foi recusado pela jovem.

Ao concluir a investigação, a 12ª DP (Copacabana) indiciou Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por estupro qualificado, cometido em concurso de pessoas.

Relato de agressões

Em depoimento, a vítima afirmou que, em determinado momento dentro do apartamento, foi segurada pelos cabelos e forçada a praticar atos contra sua vontade. Relatou ainda que o menor de idade que a convidou para o local lhe deu um chute na região abdominal, e que os outros quatro envolvidos impediram sua saída do quarto ao fecharem a porta quando ela manifestou desejo de ir embora.

Ainda conforme o depoimento, as agressões continuaram mesmo após a jovem dizer que estava "cansada" e pedir para que parassem. Segundo a adolescente, o menor chegou a questionar se a mãe dela a via sem roupas e afirmou que não poderia vê-la devido às marcas e sangramento em seu corpo.

Após deixar o apartamento, a adolescente enviou um áudio ao irmão dizendo acreditar ter sido estuprada. Em seguida, procurou a avó, com quem mora, e foi até a delegacia registrar a ocorrência.

Laudo confirma lesões

O exame de corpo de delito anexado ao inquérito aponta múltiplas lesões, incluindo equimoses e escoriações na região dorsal e nas laterais do corpo, além de marcas na região glútea. O laudo também registra sangramento e descreve achados compatíveis com violência física recente.

Com base nos depoimentos, imagens e laudos periciais, a autoridade policial concluiu pelo indiciamento dos quatro jovens por estupro com concurso de pessoas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.