RJ em Foco
Desembargador do TRF-2 mantinha arsenal com fuzil, aponta relatório da Polícia Federal
Magistrado foi preso na segunda fase da Operação Unha e Carne, que também atingiu Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Alerj.
Relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revela que a Polícia Federal apreendeu um arsenal com 13 armas de fogo em endereços ligados ao desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Entre as armas, destaca-se um fuzil calibre 5.56, classificado como de uso restrito.
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Lista de armas apreendidas:
Além do fuzil, os autos detalham a apreensão de quatro espingardas calibre 12, cinco pistolas e dois revólveres, além de munições de diferentes calibres. O conjunto inclui armamento de calibre 5.56 e armas longas. No Rio de Janeiro, os agentes localizaram um fuzil 5.56 SEPOL com carregadores e 100 munições do mesmo calibre, além de uma pistola Beretta 9mm com três carregadores e 20 munições.
Em um imóvel no Espírito Santo, foram recolhidas cinco pistolas — Glock calibre .380, Smith & Wesson, Coonan Arms calibre .357, Taurus 9mm e Walther calibre .22 — além de dois revólveres, um Smith & Wesson e um Colt .357. Também foram apreendidas quatro espingardas calibre 12, das marcas Pardus, CBC, Mossberg e Boito, e munições adicionais.
O desembargador Macário foi preso na segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun. A investigação também resultou no indiciamento do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, e do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Jóias.
Segundo a Polícia Federal, Macário atuou na Operação Zargun e foi relator do processo envolvendo TH Jóias. A corporação apura o vazamento de informações da operação para integrantes do Comando Vermelho e aponta a participação de agentes públicos na trama. A Unha e Carne II é um desdobramento do mesmo inquérito que atingiu Bacellar.
Apesar dos elementos reunidos, a Polícia Federal não imputou crimes diretamente ao magistrado devido ao cargo que ocupa e à vedação prevista na Lei Orgânica da Magistratura. Os achados envolvendo o desembargador foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se apresentará denúncia ao STF.
O relatório também relata que, em dezembro do ano passado, o magistrado demonstrava pressa em uma viagem, na "esperança" de que Michel Temer pudesse "interceder a seu favor" junto ao relator do caso no STF para "frear" a investigação sobre o vazamento de informações à facção criminosa Comando Vermelho, conforme apurou a Polícia Federal.
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