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Polícia prende suspeito de matar e carbonizar garota de programa no Norte Fluminense

Douglas Dias da Silva, de 27 anos, teria comprado etanol para queimar o corpo da vítima já morta, segundo a Polícia Civil

Agência O Globo - 12/02/2026
Polícia prende suspeito de matar e carbonizar garota de programa no Norte Fluminense
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem suspeito de matar e carbonizar uma garota de programa em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Kelen Santos Pereira, de 25 anos, foi encontrada sem vida e com o corpo queimado em Lagoa de Cima, no dia 31 de janeiro. Após investigação e análise de imagens de câmeras de segurança, os agentes da 134ª DP (Campos) identificaram o autor do crime como Douglas Dias da Silva, de 27 anos, que foi localizado e preso nesta quinta-feira na zona rural de São Francisco de Itabapoana.

Histórico de violência

Testemunhas relataram à polícia que outras garotas de programa, colegas de Kelen, a alertaram para não aceitar o trabalho com Silva, devido ao seu histórico violento. Segundo a delegada Carla Tavares, as profissionais tinham receio do suspeito.

— Kelen havia sido orientada a não realizar o programa, pois o contratante era considerado extremamente violento. As colegas tinham muito medo dele — explicou a delegada.

Mesmo assim, segundo depoimentos, Kelen aceitou o trabalho alegando necessidade financeira. Após sair para encontrar Silva, ela não foi mais vista.

Desavença e ocultação

De acordo com a delegada Carla Tavares, Silva matou a vítima após uma desavença sobre os termos do programa contratado. Ele teria enrolado o corpo de Kelen em um lençol, colocado no banco do carona e circulado com ela por cerca de 30 minutos até uma área rural, onde ateou fogo ao corpo.

— Ele alegou que houve uma discussão porque a vítima não quis cumprir o combinado pelo WhatsApp. Durante a briga, ele a matou e, em seguida, decidiu queimar o corpo para dificultar a identificação — detalhou Carla Tavares.

O suspeito também destruiu o celular da vítima para dificultar as investigações e a localização de Kelen.

— Após o crime, conseguimos identificar que ele saiu da residência com a vítima dentro do carro. Com frieza, parou em um posto de gasolina, abasteceu o veículo e comprou etanol, que usou para carbonizar o corpo — relatou a delegada.

A investigação teve início no próprio dia do assassinato, quando a polícia foi acionada para verificar o encontro de um cadáver carbonizado em Lagoa de Cima. No mesmo dia, uma testemunha procurou a delegacia para registrar o desaparecimento de Kelen, após ela não retornar para casa.