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Queda de andaime em Copacabana mata camelô e deixa dois feridos
Populares ajudaram a retirar escombros de cima da comerciante antes da chegada dos bombeiros
Uma ambulante morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após a queda de um andaime na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Constante Ramos, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (7). Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e permanecem no local.
Nas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes confirmou a morte da ambulante, inicialmente identificada como Beth.
“Tivemos um acidente absurdo em Copacabana. Um andaime desses de obras despencou. Uma dessas pessoas veio a óbito. É inaceitável. Estamos levantando todas as licenças dessa obra e vamos repassar isso para a polícia. O responsável por essa obra tem que responder por esse crime, por esse absurdo”, declarou Paes.
O prefeito também destacou:
“A prefeitura tem sempre o papel de fiscalizar. Mas obra tem engenheiro responsável que precisa cuidar disso. E tem que responder por seus atos”, acrescentou.
Testemunhas relataram que um homem, companheiro da ambulante, conseguiu correr antes do desabamento da estrutura.
“A PM chegou rapidamente. Os bombeiros levaram cerca de 20 minutos, apesar do quartel ficar nas proximidades. Cerca de 20 homens se juntaram para remover os escombros sobre a mulher. Foi horrível”, contou uma testemunha.
Segundo relatos, o andaime estava instalado para dar suporte a uma obra em um prédio acima de uma farmácia, local onde a camelô trabalhava vendendo cangas e roupas temáticas do Rio de Janeiro.
Pessoas que estavam no local afirmaram que, nesta manhã, trabalhadores tentavam transportar o andaime da Rua Constante Ramos para a Avenida Nossa Senhora de Copacabana quando ocorreu o acidente.
“A gente levou um susto. Foi um barulho enorme. Saímos rápido e, quando vimos, já estava tudo no chão”, relatou uma funcionária de um estabelecimento vizinho.
Ela contou ainda que a camelô trabalhava há três anos na rua, vendendo artigos turísticos, e as duas se encontravam diariamente.
“É impressionante. Ela vem aqui todo dia. Hoje mesmo ela chegou, conversamos. Como imaginar que essa era a data de morte dela? Não consigo nem expressar…”, lamentou a comerciante.
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