RJ em Foco
Polícia Civil prende liderança do Comando Vermelho em São Gonçalo durante operação
A operação investiga roubos de veículos e cargas
Hilário Gabriel dos Santos Rangel, conhecido como Biel do Feijão, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em São Gonçalo, foi preso por policiais civis na noite desta sexta-feira (6). A ação integra a Operação Torniquete, voltada ao combate de roubos de veículos e cargas no estado do Rio de Janeiro.
A prisão foi realizada por agentes da 72ª DP (São Gonçalo), com apoio da 60ª DP (Campos Elíseos), no momento em que o suspeito deixava o Complexo do Salgueiro, reduto da facção criminosa no município. Ele foi interceptado no bairro Gradim, também em São Gonçalo. Outros dois homens, responsáveis por sua segurança, também foram detidos.
Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem houve reação dos suspeitos e confronto com os agentes. Com o trio, foram apreendidas duas pistolas.
As investigações apontam que Biel do Feijão teria ordenado uma série de roubos de veículos e cargas nas rodovias que cortam São Gonçalo. Ele é identificado como um dos responsáveis pelo aumento desse tipo de crime entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2025.
De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), os crimes não visavam apenas o ganho financeiro, mas buscavam gerar pânico na população. A análise de dados e o cruzamento de informações de inteligência indicaram que as ordens partiram da cúpula do Comando Vermelho, a partir de complexos estratégicos como Penha, Chapadão e Salgueiro, em resposta a operações policiais.
Ainda conforme a polícia, o preso liderava o tráfico de drogas e as ações da facção no Morro do Feijão, bairro Paraíso, sendo considerado braço direito de Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, uma das principais lideranças do Comando Vermelho no Complexo do Salgueiro.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Torniquete, que tem como objetivo reprimir roubos, furtos e a receptação de cargas e veículos — crimes que financiam as atividades de facções criminosas. Desde setembro de 2024, mais de 820 suspeitos foram presos, e cargas e veículos avaliados em mais de R$ 48 milhões recuperados. As investigações também já resultaram em pedidos de bloqueio de bens e valores superiores a R$ 70 milhões.
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