RJ em Foco
Apenas uma semana após primeiro vazamento, tubulação estoura e interrompe abastecimento em Duque de Caxias
Reparo emergencial afeta bairros abastecidos pelo Sistema Acari e pode levar até três dias para normalização
Um novo vazamento em uma tubulação de grande porte interrompeu temporariamente o abastecimento de água em diversas regiões de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo a concessionária Águas do Rio, o problema foi identificado na noite desta quinta-feira na Estrada Rio D’Ouro, em Xerém, e equipes operacionais atuam no local desde então. De acordo com a empresa, a ocorrência foi registrada em um ponto diferente da tubulação que havia sido reparada na semana passada e não tem relação com o rompimento ocorrido no Sistema Guandu, operado pela Cedae, também na quinta-feira.
Pode faltar água:
Nova Iguaçu:
Para a realização do reparo emergencial, foi necessária a suspensão temporária do fornecimento de água nas áreas do município abastecidas pelo Sistema Acari. A previsão da concessionária é concluir o serviço até o fim da tarde desta sexta-feira. Após a finalização, o abastecimento entrará em processo de normalização gradativa, que pode levar até 72 horas para ser completamente regularizado.
Entre as localidades afetadas estão Xerém, Mantiqueira, Alto da Serra, Santo Antônio, Taquara, Barro Branco, Imbariê, Parada Angélica, Santa Lúcia, Jardim Anhangá, Cidade Parque Paulista, Santa Cruz da Serra, Chácaras Rio-Petrópolis, Parque Eldorado, Cidade dos Meninos, Jardim Primavera, Saracuruna e Pilar, entre outros bairros e distritos do município.
Veja vídeo:
A Águas do Rio orienta os moradores das áreas impactadas a utilizarem a água armazenada em cisternas e caixas-d’água apenas para atividades essenciais, adiando tarefas que demandem maior consumo até a normalização do fornecimento. Em caso de dúvidas, o atendimento da concessionária funciona pelo telefone 0800 195 0 195, com ligações gratuitas e mensagens via WhatsApp.
Bruxa está solta
No mesmo dia, pela manhã, uma tubulação de grande porte se rompeu na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu. Oito famílias — cerca de 30 pessoas — foram diretamente afetadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Duas dessas, somando nove pessoas, ficaram desabrigadas após a força da água invadir casas no entorno da estação, provocando destruição, queda de fiação elétrica e momentos de pânico entre os moradores.
Apesar do impacto, a Cedae afirmou apenas que a produção do Sistema Guandu não foi interrompida, embora esteja operando com 50% da capacidade. As concessionárias de distribuição, no entanto, informaram os efeitos nas cidades atendidas. Segundo a estatal, o vazamento ocorreu durante uma obra no interior da estação e atingiu uma tubulação de grande porte responsável por transportar parte da água produzida até o reservatório de Marapicu. A companhia informou que técnicos atuam desde a tarde de quinta-feira para o reparo emergencial e que a previsão é concluir o serviço até o fim da manhã desta sexta-feira. Algumas questões ainda não foram esclarecidas.
Questionada sobre os impactos diretos à população, a Cedae afirmou que equipes atuam para minimizar os efeitos do vazamento e que moradores afetados estão recebendo atendimento. De acordo com a empresa, foram identificados 18 imóveis residenciais — sendo dez desabitados — além de 11 imóveis comerciais, seis salas comerciais e um de uso religioso atingidos. Parte da população afetada foi encaminhada para pousadas custeadas pela companhia, enquanto outros optaram por permanecer em casas de familiares ou nos próprios imóveis, diz a nota.
A Cedae disse ainda que o serviço de limpeza das áreas afetadas começou na manhã desta sexta-feira, com apoio de equipes de assistência social. Já os moradores afirmam que funcionários da concessionária iniciaram o serviço por volta de 10h, quase 24 horas depois do ocorrido.
No local, é possível ver telhas, ferragens e destroços espalhados pela calçada. Na ação, os funcionários utilizam pás, vassouras e carrinhos de mão para remover o entulho. Há ainda o auxílio de uma retroescavadeira e caçambas de aço.
Em uma das casas afetadas, ao menos dois carros foram destruídos. Uma Fiat Uno e um Fiat Palio tiveram o para-brisa quebrado e danos no capô. Segundo moradores, pelo menos outros 10 veículos foram danificados.
A dimensão do impacto no abastecimento, no entanto, foi detalhada apenas pelas concessionárias. A Águas do Rio informou que a redução da produção no Sistema Guandu provocou a interrupção do fornecimento em sete cidades da Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. Já na capital, eles disseram que a distribuição foi reduzida, com possibilidade de intermitências em diferentes regiões.
Enquanto a Rio+Saneamento notificou que o abastecimento de água foi paralisado em 24 bairros da Zona Oeste do Rio. Entre as áreas afetadas estão Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Realengo, Padre Miguel, Senador Camará, Guaratiba, Sepetiba e Vila Kennedy, entre outros. Segundo a concessionária, a normalização do fornecimento ocorrerá de forma gradual após a conclusão do reparo, com prazo de até 72 horas, que pode variar conforme a localidade, especialmente em áreas elevadas e nas extremidades da rede.
A Iguá Rio também informou que, com a redução das operações do Guandu, pode ocorrer uma diminuição na pressão ou falta d’água em áreas atendidas na Zona Sudoeste do Rio.
As concessionárias orientaram os moradores das regiões afetadas a priorizar o uso da água armazenada em cisternas e caixas-d’água para atividades essenciais, evitando atividades de grande consumo até a regularização do serviço.
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