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Campo Grande e Santa Cruz atraem interessados em licitação de ônibus do Rio

Dois de três lotes recebem propostas, enquanto um fica sem interessados e terá novo edital

Agência O Globo - 06/02/2026
Campo Grande e Santa Cruz atraem interessados em licitação de ônibus do Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A licitação promovida pela Prefeitura do Rio para renovar os operadores de ônibus na Zona Oeste registrou resultado parcial nesta sexta-feira (data não informada). Dos três lotes ofertados, dois receberam propostas e um ficou sem interessados, devendo passar por novo processo.

O grupo Comporte Participações, de Minas Gerais, apresentou propostas para os lotes referentes às linhas locais de Campo Grande e Santa Cruz. Já o lote B1, que abrange linhas de maior percurso entre bairros como Marechal Hermes, Deodoro, Coelho Neto e Cascadura, não teve ofertas e deverá ser relançado em breve.

A prefeitura agora deve agendar uma nova licitação exclusiva para o lote B1. Enquanto isso, os documentos entregues pelo grupo Comporte seguem em análise para confirmação do resultado dos demais lotes.

A Secretaria Municipal de Transportes iniciou o processo de licitação para selecionar os novos operadores das linhas de ônibus da cidade, dividido em três lotes — um em Santa Cruz e dois em Campo Grande. O investimento estimado é de R$ 577 milhões, com o objetivo de renovar os contratos do sistema municipal. Apesar do interesse parcial, a expectativa é de avanço no processo.

As futuras concessionárias serão responsáveis pela aquisição e operação da frota, manutenção dos veículos, implantação e administração de garagens públicas, além da instalação de sistemas inteligentes de transporte, que permitirão o monitoramento dos deslocamentos em tempo real. Os contratos terão validade de dez anos.

O novo modelo de concessão difere daquele adotado na licitação de 2010, quando os contratos tinham validade inicial de 20 anos, a remuneração dos operadores era feita somente pela tarifa e não havia subsídio público. Na época, as empresas também decidiam a localização das garagens e gerenciavam o sistema de bilhetagem eletrônica.

Desde então, o contrato passou por mudanças significativas. O fim das concessões atuais foi antecipado, com extinção total prevista até 2028. A tarifa passou a ser subsidiada pela prefeitura e o sistema de bilhetagem foi licitado separadamente. Agora, as novas concessões estão organizadas em 34 lotes — 22 estruturais e 12 locais —, enquanto em 2010 o serviço era dividido em apenas quatro grandes consórcios.