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Licitação de ônibus para Zona Oeste do Rio fracassa em um dos lotes

Grupo Comporte apresentou proposta para linhas de Campo Grande e Santa Cruz; lote B1 ficou sem interessados

Agência O Globo - 06/02/2026
Licitação de ônibus para Zona Oeste do Rio fracassa em um dos lotes
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Prefeitura do Rio de Janeiro não conseguiu atrair interessados para um dos três lotes ofertados na licitação destinada à renovação dos operadores de ônibus da cidade. O lote B1, que abrange linhas de trajetos mais longos entre bairros como Marechal Hermes, Deodoro, Coelho Neto e Cascadura, não recebeu propostas.

O grupo Comporte Participações, sediado em Minas Gerais, apresentou propostas para os lotes que atendem linhas locais de Campo Grande e Santa Cruz. No entanto, o lote B1, considerado mais complexo, permaneceu sem interessados. Atualmente, as linhas desse lote são operadas pela empresa paulistana Sou, que assumiu o serviço em outubro, após a saída das empresas Palmares e Transportes Barra.

A Prefeitura deve agendar uma nova licitação para o lote B1. Os documentos apresentados pelo grupo Comporte seguem em análise para confirmação do resultado dos demais lotes.

A Secretaria Municipal de Transportes iniciou nesta sexta-feira o processo licitatório para escolha dos novos operadores das linhas de ônibus, divididas em três lotes — um em Santa Cruz e dois em Campo Grande —, com investimentos previstos de R$ 577 milhões. O objetivo é renovar os contratos de operação do sistema municipal, mas a participação foi parcial.

As novas concessionárias serão responsáveis pela aquisição e operação da frota, manutenção dos veículos, implantação e gestão de garagens públicas e instalação de sistemas inteligentes de transporte, permitindo o monitoramento dos deslocamentos em tempo real. Os contratos terão validade de dez anos.

O modelo atual de concessão difere do adotado na licitação de 2010, quando os contratos tinham vigência inicial de 20 anos, a remuneração era exclusivamente pela tarifa e não havia subsídio público. Naquele período, as empresas também definiam a localização das garagens e eram responsáveis pelo sistema de bilhetagem eletrônica.

Desde então, o contrato passou por alterações. O fim das concessões atuais foi antecipado, com extinção total prevista até 2028, a tarifa passou a ser subsidiada pela prefeitura e o sistema de bilhetagem foi licitado separadamente. As novas concessões estão divididas em 34 lotes — 22 estruturais e 12 locais. Em 2010, o serviço era dividido em apenas quatro grandes consórcios.