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Sete cidades e 24 bairros da Zona Oeste afetados: o que ainda não se sabe sobre o rompimento no Guandu

Estatal mantém operação do sistema com metade da capacidade, mas detalhes sobre áreas atingidas ficam a cargo das concessionárias

Agência O Globo - 06/02/2026
Sete cidades e 24 bairros da Zona Oeste afetados: o que ainda não se sabe sobre o rompimento no Guandu
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O rompimento de uma tubulação na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, ocorrido na manhã de quinta-feira, comprometeu o abastecimento de água em bairros do Rio de Janeiro e em municípios da Baixada Fluminense, deixando milhares de moradores sem fornecimento regular. Apesar do impacto, a Cedae informou que a produção do Sistema Guandu não foi totalmente interrompida, mas está operando com apenas 50% da capacidade. As concessionárias de distribuição, por sua vez, detalharam os efeitos nas cidades atendidas.

Pode faltar água:

Veja vídeo:

De acordo com a estatal, o vazamento aconteceu durante uma obra interna na estação e atingiu uma tubulação de grande porte, responsável por transportar parte da água produzida até o reservatório de Marapicu. Técnicos atuam desde a tarde de quinta-feira no reparo emergencial, com previsão de conclusão até o fim da manhã desta sexta-feira. No entanto, algumas questões permanecem sem resposta. Confira as perguntas ainda não esclarecidas:

• Qual o tamanho exato e os detalhes sobre a tubulação que estourou?

• Qual a importância dessa tubulação no sistema de abastecimento?

• Que obra exatamente estava em andamento no momento do acidente?

• Que falha ocorreu durante a obra que provocou o rompimento?

• Qual o papel do reservatório de Marapicu?

Ao ser questionada sobre os impactos diretos à população, a Cedae afirmou que equipes atuam para minimizar os efeitos do vazamento e que moradores atingidos estão recebendo assistência. Segundo a empresa, foram identificados 18 imóveis residenciais — sendo dez desabitados —, além de 11 imóveis comerciais, seis salas comerciais e um imóvel de uso religioso atingidos. Parte da população foi encaminhada para pousadas custeadas pela companhia, enquanto outros optaram por permanecer em casas de familiares ou nos próprios imóveis.

A Cedae informou ainda que o serviço de limpeza das áreas afetadas começou na manhã desta sexta-feira, com apoio de equipes de assistência social.

A dimensão do impacto no abastecimento foi detalhada apenas pelas concessionárias. A Águas do Rio relatou que a redução da produção no Sistema Guandu provocou a interrupção do fornecimento em sete cidades da Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Queimados e São João de Meriti. Na capital, a distribuição foi reduzida, com possibilidade de intermitências em diferentes regiões.

Já a Rio+Saneamento notificou que o abastecimento de água foi paralisado em 24 bairros da Zona Oeste do Rio. Entre as áreas afetadas estão Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Realengo, Padre Miguel, Senador Camará, Guaratiba, Sepetiba e Vila Kennedy, entre outros. A concessionária informou que a normalização do fornecimento ocorrerá de forma gradual após o término do reparo, com prazo de até 72 horas, podendo variar conforme a localidade, especialmente em áreas elevadas e nas extremidades da rede.

A Iguá Rio também alertou que, com a redução das operações do Guandu, pode haver diminuição na pressão ou falta d’água em áreas atendidas na Zona Sudoeste do Rio.

As concessionárias orientaram os moradores das regiões afetadas a priorizar o uso da água armazenada em cisternas e caixas-d’água para atividades essenciais, evitando o consumo elevado até a normalização do serviço.