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Polícia Civil e MP deflagram operação contra núcleo financeiro de milícia em Rio das Pedras

Operação Intocáveis III mira responsáveis por lavagem de dinheiro e sustentação econômica do grupo; seis suspeitos são presos

Agência O Globo - 06/02/2026
Polícia Civil e MP deflagram operação contra núcleo financeiro de milícia em Rio das Pedras
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MP-RJ) deflagraram, nesta sexta-feira, uma operação direcionada ao núcleo financeiro de uma milícia que atua em Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital. A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), em conjunto com promotores do MP.

De acordo com as investigações, os alvos da operação desempenham papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsáveis por sustentar economicamente a estrutura paramilitar. Até o momento, seis investigados foram presos, todos apontados como integrantes do setor encarregado de gerir o fluxo de dinheiro da milícia.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava na arrecadação ilícita, gestão e distribuição de recursos, pagamento de despesas operacionais e lavagem de dinheiro, inclusive por meio de empresas de fachada e de pessoas interpostas — prática comum para ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente.

A operação tem como principal objetivo atingir diretamente a base financeira da organização criminosa, considerada fundamental para a manutenção do poder, comando e continuidade das atividades ilegais exercidas pelo grupo em Rio das Pedras. A estratégia, conforme os investigadores, busca asfixiar o funcionamento da milícia, comprometendo sua capacidade de financiamento e enfraquecendo sua atuação territorial.

A Polícia Civil destacou que a desarticulação do núcleo financeiro representa uma etapa decisiva no enfrentamento às milícias, já que o controle econômico é o principal pilar de sustentação dessas organizações. As investigações seguem em andamento, e novas diligências não estão descartadas.