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Deputados da Alerj repudiam estupro coletivo de menina de 13 anos e cobram urgência no acolhimento e na proteção à vítima
Parlamentares defendem punição rigorosa aos criminosos e pedem assistência psicológica à adolescente; crime teria sido motivado por disputa entre facções rivais.
O estupro coletivo de uma menina de 13 anos em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, provocou forte comoção entre os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) durante a sessão plenária desta quarta-feira. Parlamentares de diferentes partidos deixaram de lado as divergências para manifestar repúdio ao crime e exigir punição exemplar aos envolvidos.
Atuação parlamentar e assistência à vítima
A deputada Índia Armelau (PL) protocolou o ofício 019/2026 junto à Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso, solicitando acompanhamento rigoroso do caso. Segundo a parlamentar, o objetivo é assegurar assistência integral à adolescente e à sua família. No documento, Índia Armelau destaca a urgência de incluir a jovem em programas estaduais de apoio psicológico e social, além de viabilizar acesso a medidas de proteção governamentais.
Críticas à segurança pública
O deputado Flávio Serafini (PSOL) criticou a política de segurança vigente e o cerceamento do direito de ir e vir nas comunidades fluminenses:
— Uma adolescente não poder transitar nem escolher um baile que vai frequentar é absolutamente inaceitável. Que sejam presos os criminosos e que nossa política de segurança possa garantir o direito das pessoas de circular nas comunidades — afirmou o parlamentar.
Reação e cobrança por respostas
O líder do PL, Filippe Poubel, manifestou indignação diante da informação de que o crime teria sido cometido por traficantes, motivados pelo fato de a adolescente ter frequentado um baile funk em área controlada por uma facção rival. Poubel cobrou ação imediata das forças de segurança:
— É um crime inaceitável em qualquer lugar do mundo. Faço um apelo ao secretário de Polícia Militar e ao secretário de Polícia Civil para que intensifiquem as buscas e abatam esses vagabundos, porque são monstros. Tirem do convívio da sociedade — declarou o deputado.
Enfrentamento legal e saúde pública
O deputado Carlos Minc (PSB) ressaltou a existência de respaldo legal no estado para o enfrentamento de casos de violência sexual e classificou a situação como uma crise de saúde pública:
— Eu sou muito sensível a este tema. Aprovei uma lei que determina a notificação compulsória da violência contra a mulher. Também aprovamos uma lei que diz que, para abrir o processo de estupro, basta a palavra da mulher. Isso é lei no Rio de Janeiro. Eu vejo os três poderes se juntando para combater a violência contra a mulher, que virou uma epidemia — destacou Minc.
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