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Morta em Sepetiba: marido de suspeita de ser mandante confirma que mulher tinha 'desavenças' com a vítima

Em depoimento à polícia, homem contou que Gabrielle Cristine tratava guarda e visitação da filha diretamente com a vítima. Polícia suspeita que ela tenha planejado o crime visando obter a guarda da menina

Agência O Globo - 12/11/2025
Morta em Sepetiba: marido de suspeita de ser mandante confirma que mulher tinha 'desavenças' com a vítima
- Foto: Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil

O marido de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 22 anos, suspeita de ser a mandante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 24 anos, na última terça-feira, prestou depoimento à polícia durante as investigações do caso. Ele contou que ela tinha “desavenças” com a vítima, mas que nunca ouviu da mulher qualquer “intenção de prejudicar Laís”. O homem é pai da filha mais velha de Laís, que, segundo a polícia, teria sido a motivação do crime. De acordo com a investigação, Gabrielle teria planejado o assassinato com o objetivo de obter a guarda da criança.

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Em depoimento à polícia, ele disse que as duas tratavam de assuntos relacionados à “guarda e visitação” da menina de quatro anos. No relato feito aos agentes, o homem disse que soube da morte de Laís depois que Gabrielle recebeu uma mensagem informando sobre o ocorrido. Ele negou qualquer envolvimento e afirmou que “não contratou, solicitou ou autorizou ninguém a causar qualquer mal à ex-companheira”.

Durante a investigação do crime, a polícia ouviu várias testemunhas que conheciam Laís e Gabrielle. O irmão de Laís contou que a vítima recebia ameaças reiteradas de Gabrielle por meio de mensagens em redes sociais. De acordo com ele, as desavenças entre as duas tinham relação com a disputa pela guarda e pela convivência com a menina, filha do primeiro casamento de Laís. A guarda era compartilhada, e a criança passava os fins de semana na casa do pai e de Gabrielle.

A própria Gabrielle prestou depoimento à polícia durante o inquérito. Ela afirmou que é casada com o ex-marido de Laís desde 2022 e que ajudava o marido a pagar a pensão da menina. O pai da criança e atual marido de Gabrielle disse que nunca ouviu da esposa qualquer intenção de prejudicar a vítima.

Outra testemunha, que teve um relacionamento com Laís, contou à polícia que a única pessoa com quem a vítima tinha problemas era Gabrielle e que ela era “muito controladora e queria tomar conta de tudo”. Ele também afirmou que Gabrielle é possessiva com a menina e que sempre "quer mostrar" que pode "dar mais" do que a mãe dela.

Uma amiga de Laís relatou que, antes do relacionamento com Gabrielle, o ex-marido de Laís nem fazia questão de ver a filha. Depois do início do relacionamento, isso teria se tornado “uma obsessão para o casal”. A avó da menina disse que Gabrielle criou “uma fixação” pela filha da vítima e que ela queria sempre estar à frente de tudo em relação à criança, “inclusive mais do que o próprio pai”, contou em depoimento. Segundo a avó, a própria menina disse que Gabrielle exigia que ela a chamasse de “mãe”. Segundo a mulher, a menina dizia que tinha duas mães: "mamãe Gabi e mamãe Lais".

Na segunda-feira, a polícia prendeu dois suspeitos de participação no crime: Erick Santos Maria, que dirigia a moto, e Davi de Souza Malto, autor dos disparos. Eles confessaram o crime na Delegacia de Homicídios. Kelly Silva de Souza, mãe de Davi, reconheceu o filho, que também havia contado a vizinhos que tinha matado alguém. Segundo a polícia, Gabrielle teria oferecido R$ 20 mil para que eles executassem a vítima.

Câmera registrou os últimos momentos

Uma câmera de segurança registrou os últimos momentos de vida de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 24 anos, morta enquanto caminhava com o filho em um carrinho pela Travessa Santa Vitória, em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, na última terça-feira. As imagens mostram a jovem atravessando a rua com o bebê pouco antes de ser atingida por um disparo. Nas imagens, é possível ver a jovem empurrando o carrinho com o bebê.

De acordo com testemunhas, Laís havia acabado de deixar a filha mais velha, de 4 anos, na escola e voltava para casa empurrando o carrinho do caçula, de 1 ano e 8 meses, que não foi atingido.