Política

Moro defende Valdemar Costa Neto por 'erros do passado'

Senador comenta aliança e questões sobre emendas parlamentares

Estadao Conteudo 07/08/2026
Moro defende Valdemar Costa Neto por 'erros do passado'
Sérgio Moro - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O senador e candidato ao governo do Paraná Sérgio Moro (PL-PR) defendeu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, nesta sexta-feira, 7. "Os erros que ele cometeu no passado, ele já pagou", disse o parlamentar.

"Inclusive, ele cumpriu a sua pena naquele período e se encontra, evidentemente, em outra situação no atual momento", afirmou o ex-juiz da Lava Jato ao ser questionado sobre a aliança com o dirigente partidário para as eleições de 2026. As declarações foram dadas em entrevista ao UOL/Folha de S.Paulo.

Os "erros do passado" aos quais Moro se referiu são as condenações de Valdemar no âmbito do escândalo do Mensalão.

Moro também comentou a declaração recente de Valdemar sobre o direito de presidentes de partido indicarem emendas parlamentares. O presidente do PL teve R$ 119 milhões de bens bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Eu vi essa decisão com um certo espanto, porque, na própria decisão, não se afirma que houve qualquer espécie de desvio de valores de emendas parlamentares", disse.

O senador afirmou que recebe sugestões de terceiros sobre o destino de suas próprias emendas, mas que a decisão de acatá-las ou não é sua. Segundo ele, o que precisa ser apurado é se houve desvio de recursos por parte do Executivo ou do Legislativo, e que eventual desvio deve ser punido. Moro disse não ter identificado, até o momento, indícios de desvio.

Ele citou ainda sua própria prática com as emendas parlamentares. Nos últimos quatro anos, disse ter destinado R$ 69 milhões a hospitais filantrópicos do Paraná, com o objetivo de reforçar o financiamento da saúde no Estado. Segundo o senador, todas as suas emendas são divulgadas em uma plataforma de transparência ativa, com valor, beneficiário e fase de execução de cada uma.

Na sabatina promovida por UOL e Folha de S.Paulo, Sérgio Moro passou por uma ampla gama de temas. Ele justificou a candidatura com a promessa de elevar o Paraná a "um modelo de excelência", com foco em segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.

O senador tratou da autonomia da Polícia Federal, relembrando sua saída do Ministério da Justiça em 2020 por divergências com Jair Bolsonaro e afirmando temer, hoje, interferência do governo Lula na corporação, em meio ao embate entre a cúpula da PF e o ministro André Mendonça.