Política

TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições

Grupo assessorará presidente do TSE durante o pleito

Agência Brasil 07/08/2026
TSE cria conselho para monitorar desinformação e IA nas eleições
TSE institui conselho para combater desinformação e regular uso de IA nas eleições.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou, nesta sexta-feira (7), o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante a campanha eleitoral .

O grupo será responsável por assessorar o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, nas ações para manter a normalidade do processo eleitoral.

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Profissionais de diversas áreas participarão do grupo, entre eles especialistas em tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública. Os nomes dos participantes ainda não foram escolhidos pelo TSE.

As reuniões serão mensais. O conselho está previsto para funcionar até 31 de dezembro.

IA

Em março, o TSE aprovou regras sobre o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro.

As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitissem, ainda que solicitados pelos usuários, sugestões de candidatos para votar.

O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos participantes.

Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidaturas e fotos e vídeos com nudez e pornografia.

O Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários.

Eleições

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro , quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro na disputa para os cargos de governador e presidente. Os candidatos voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.