Política
Defesa de Alfredo Gaspar aciona STF e PGR para acelerar teste de DNA e contestar acusação de estupro
Advogados pedem prazo de 72 horas para início dos procedimentos; vice de Flávio Bolsonaro nega crime, fala em "ataque político" e aciona opositores na Justiça
A defesa do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para cobrar celeridade na realização de um exame de DNA. Segundo os advogados do parlamentar, a prova pericial é o elemento central para afastar em definitivo as suspeitas de estupro de vulnerável e provar a falsidade das acusações.
No requerimento encaminhado ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, a defesa solicita a fixação de um prazo de 72 horas para que sejam iniciadas as providências operacionais para o teste de vínculo genético.
A coleta do material genético do deputado foi realizada no dia 23 de abril pela Polícia Científica de Alagoas, após autorização da Justiça estadual provocada por pedido do próprio parlamentar.
Origem da investigação e trâmite no STF
A apuração teve início a partir de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O documento aponta indícios de que uma criança teria nascido de uma suposta relação abusiva com uma menor de idade.
Por envolver um parlamentar no exercício do mandato — o que atrai a competência do foro privilegiado —, a Polícia Federal encaminhou o caso ao Supremo. O relator, ministro Gilmar Mendes, remeteu os autos à PGR, órgão responsável por avaliar se há elementos suficientes para a abertura formal de inquérito. Antes de se posicionar, a PGR solicitou diligências complementares, incluindo informações adicionais por parte da senadora Soraya Thronicke.
Reação política e ações na Justiça
Ao se pronunciar sobre o tema, Alfredo Gaspar reiterou a negativa sobre as acusações, declarando-se indignado com o episódio, o qual classificou como um "ataque criminoso" arquitetado por adversários políticos. Ele sustentou que a perícia científica é a resposta adequada às alegações, afirmou confiar na condução do relator no STF e colocou-se integralmente à disposição das autoridades.
A coordenação jurídica da campanha informou que busca audiências presenciais com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o ministro Gilmar Mendes para reiterar a urgência da prova pericial e requerer o arquivamento do procedimento.
Paralelamente, o deputado ingressou com interpelações e ações judiciais contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, imputando aos parlamentares os crimes de calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo. Gaspar afirmou publicamente que não aceitará eventuais propostas de retratação e que levará as demandas judiciais até as últimas instâncias.
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