Política
Ideia é ampliar emendas para parlamentares que aprovarem cortes de gastos, diz Renan Santos
Candidato propõe incentivos no Orçamento para aprovações de cortes.
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira, 5, durante sabatina da GloboNews, que pretende usar as emendas parlamentares como incentivo para que o Congresso aprove cortes de gastos. Pela proposta, quanto maior o espaço discricionário aberto no Orçamento, maior poderá ser o volume destinado às emendas.
"O quanto vocês aumentarem de espaço discricionário para investimento, o porcentual da emenda é estabelecido ali", explicou. Questionado se os parlamentares teriam mais emendas à medida que aprovassem mais cortes, Renan respondeu: "Exato".
O candidato chamou o mecanismo de "cenourinha da governabilidade". Entre as medidas capazes de abrir espaço fiscal, citou o corte de renúncias tributárias, o combate aos supersalários do Judiciário e a revisão das vinculações e indexações de despesas obrigatórias. No caso da educação, defendeu que o piso seja corrigido pelo IPCA, sem impedir investimentos acima do mínimo.
Renan criticou o modelo atual de emendas, que classificou como instrumento de "captura do Estado" pelo Centrão e de compra de apoio no Congresso. Ele alegou que parlamentares receberiam de volta entre 30% e 50% dos recursos destinados.
Apesar das críticas, o candidato afirmou ter certeza de que não seria possível governar sem negociar com o Centrão e reconheceu que não teria força para extinguir as emendas em um eventual primeiro mandato. "Não tenho essa pretensão, não tenho esse tamanho", declarou.
Renan também disse que o eleitor brasileiro deverá escolher "ao menos 300 parasitas e vagabundos" para o Congresso. Ao retomar o tema, referiu-se a esses parlamentares como "complicados, para colocar num português mais tranquilo".
Pela proposta do candidato, as emendas seriam direcionadas a políticas com metas definidas, nas áreas de segurança, educação, saneamento e combate à violência contra a mulher. Prefeitos com melhores indicadores teriam acesso a mais recursos, enquanto aqueles com resultados piores receberiam menos.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas