Política

Mais de 1,3 milhão de eleitores ainda não está ligado na eleição para governador em Alagoas, segundo pesquisa

Instituto Paraná mostra que 55,3% não sabem em quem votar na espontânea; em números absolutos, isso representa pelo menos 1,327 milhão de alagoanos, considerando o eleitorado estadual acima de 2,4 milhões.

Redação 04/07/2026
Mais de 1,3 milhão de eleitores ainda não está ligado na eleição para governador em Alagoas, segundo pesquisa
Renan Filho e JHC, principais contendores desta eleição

A eleição para o Governo de Alagoas ainda não entrou, de fato, no dia a dia da maioria do eleitorado. É o que mostra a pesquisa Paraná Pesquisas, registrada no TSE sob o nº AL-04491/2026. No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de nomes, 55,3% disseram não saber ou não opinaram sobre em quem votar para governador.

Como Alagoas tem mais de 2,4 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, segundo dados da Justiça Eleitoral divulgados pelo TRE-AL, esse percentual representa pelo menos 1.327.200 eleitores ainda sem candidato espontaneamente definido.


Justiça Eleitoral
O número é politicamente relevante porque mostra que boa parte do eleitorado ainda não está ligada na eleição. A disputa, para valer, ainda vai começar. Quando os grupos políticos entrarem em campo, com prefeitos, vereadores, lideranças municipais, tempo de campanha, palanques e estrutura, a eleição tende a ganhar novas nuances.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes são apresentados, a indefinição cai para 5,4%, o equivalente a cerca de 129.600 eleitores, considerando o mesmo universo mínimo de 2,4 milhões de votantes. Nesse cenário, JHC aparece com 45,9%, Renan Filho com 41,0% e Lenilda Luna com 1,4%.


Mas mesmo na estimulada, a disputa segue tecnicamente aberta. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais. Com isso, JHC que apareceu nessa pesquisa ligeiramente na frente pode cair para 43,2% enquanto Renan Filho pode subir para 43,7%. Ou seja: há sobreposição dentro da margem de erro.

A comparação é parecida com o início de um campeonato. Antes de a bola rolar, CSA, CRB, ASA e outros clubes montam seus elencos, contratam reforços e projetam vitória. Mas é no campo, com o campeonato em andamento, que se vê quem tem mais fôlego, mais conjunto e mais craques jogando ao lado.

Na política, a lógica é semelhante. Rede social ajuda, pesquisa mede o momento, mas eleição majoritária se decide também na força dos grupos, nas alianças, na presença territorial e na capacidade de mobilizar eleitores quando a campanha realmente começar.