Política
Deputada do PT diz ter sido agredida por segurança em evento com Janja no RN
A deputada estadual Divaneide Basílio (PT-RN) afirmou ter sido conquistada por uma "porta fechada de forma brusca em meio ao empurrar-empurra" durante o encerramento de um encontro do partido realizado em Natal (RN), na quinta-feira, 25. O evento, dedicado ao debate sobre o enfrentamento da violência contra as mulheres, contou com a presença da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.
O perfil do PT de Natal nas redes sociais divulgou uma nota de solidariedade a Divaneide em que afirma que ela "foi vítima de agressão por parte de um agente da Polícia Federal em evento político", ressaltando tratando-se de "agente externo a organização partidária do evento".
Segundo o comunicado, assim que Janja foi informado, “prontamente repudiou o ocorrido e atrasou o agente dos eventos seguintes”. “Os covardes que cometem esse tipo de brutalidade e os que propagam mentiras sobre a situação de garantia de todo nosso repúdio. O PT não naturaliza nenhum tipo de violência e foi criado para combater todo tipo de opressão”, diz a nota. O Estadão contou a assessoria da primeira-dama para comentar, mas não houve retorno.
Segundo nota divulgada pela assessoria do parlamentar por meio das redes do diretório estadual do PT, Divaneide foi identificada como participante do evento e acompanhada de uma criança no momento da ocorrência, e não sofreu ferimentos graves.
"O episódio foi esclarecido entre os envolvidos e está superado. Também foi reafirmado o compromisso com o fortalecimento dos protocolos de cuidado e organização em atividades institucionais e atos públicos, para que situações como essa não voltem a ocorrer", diz o comunicado da deputada, que integra a Secretaria Nacional de Mulheres do PT.
A nota afirma que Janja “manifestou solidariedade à deputada” e que a ministra Márcia Lopes “prestou apoio e acompanhou pessoalmente a situação”.
Um vídeo publicado no domingo, 28, mostra Divaneide discursando em um evento voltado para Comunidades Tradicionais de Terreiro. Ela faz menção ao ocorrido ao citar que "ninguém ouse bater a porta na frente de uma mulher negra ou do povo de terreiro."
"Nós mulheres temos aqui em todos os lugares que não seremos silenciadas nunca mais aqui. Mas hoje eu quero dizer que não seremos silenciadas mas também não seremos barradas nunca mais. As portas não vão se fechar para nós. Ninguém ouse bater a porta na frente de uma mulher negra ou do povo de terreiro", diz.
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