Política

Senado não terá votações nesta semana, informa assessoria de Alcolumbre

Casa seguirá sem sessões deliberativas, assim como a Câmara, em semana marcada por articulações paralisadas e impasses políticos

Estadao Conteudo 23/06/2026
Senado não terá votações nesta semana, informa assessoria de Alcolumbre
Davi Alcolumbre - Foto: © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou nesta terça-feira (23) que não haverá sessões deliberativas no plenário nesta semana. Segundo a informação, a Casa terá apenas sessões sem votação, assim como a Câmara, em um período em que deputados tradicionalmente retornam às bases eleitorais para as festividades de São João.

Na semana passada, Alcolumbre havia afirmado que poderia pautar, nesta semana, a PEC que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. Após a declaração, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que “semana que vem é muito tempo”.

A semana também marca um mês da aprovação, na Câmara, da PEC que propõe o fim da escala 6x1. O indicativo entre senadores é de que a proposta deve permanecer parada. Até o momento, o texto sequer foi despachado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

A única decisão oficial da Casa, até agora, foi o agendamento de uma sessão de debate temático para o dia 1º de julho, às 10h, no plenário. O objetivo será discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos do fim da escala 6x1. Em 17 de julho, o Congresso entrará em recesso legislativo e não realizará novas votações até as eleições de outubro.

Outro fator que interfere nas negociações no Senado é a operação da Polícia Federal contra o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), por suposto vínculo com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Há incerteza sobre a permanência do petista no cargo, considerado fundamental para as articulações do governo no Senado.

A PF suspeita que Wagner tenha recebido um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de propina que somariam R$ 3,5 milhões, por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares. Em nota, o senador negou ter atuado em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira durante seu mandato parlamentar. Sobre o imóvel citado pela Polícia Federal, Wagner declarou que o bem não integra seu patrimônio.

No pano de fundo, há expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retome o contato com Alcolumbre nos próximos dias. O diálogo entre os dois está travado desde que o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).