Política

Controle e corte de gastos públicos têm pior avaliação do governo Lula, aponta pesquisa

Levantamento indica estabilidade geral na percepção sobre o governo, mas reprovação segue elevada em áreas como economia, inflação e gastos públicos

Estadao Conteudo 23/06/2026
Controle e corte de gastos públicos têm pior avaliação do governo Lula, aponta pesquisa
- Foto: © ANSA/EPA

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta terça-feira, 23, realizada entre os dias 13 e 17 de junho, com duas mil pessoas, aponta um cenário geral de estabilidade na avaliação da atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em diferentes áreas.

Segundo a diretora do instituto, Márcia Cavallari, o levantamento revela uma recuperação discreta na imagem do governo em temas relevantes, "mas os altos patamares de reprovação mostram que a população ainda aguarda resultados mais concretos, especialmente na economia e nos gastos públicos".

De acordo com a pesquisa, o controle e corte de gastos públicos permanecem como os maiores desafios do governo, registrando os piores índices de avaliação e sem sinais de melhora significativa.

No combate à inflação, a aprovação do desempenho do governo mantém-se em 23%, enquanto a reprovação oscila de 50% para 49%. A área continua entre os principais pontos de atenção para a gestão federal.

A atuação do governo no controle e corte de gastos públicos aparece como o tema com pior avaliação, apesar da estabilidade em relação aos resultados de março: a aprovação permanece em 20% e a reprovação, em 51%.

A percepção positiva sobre a atuação do governo no combate ao desemprego passou de 31% para 32%. A avaliação regular subiu de 23% para 26%, enquanto a negativa oscilou de 43% para 40%.

Na área de política externa e da relação do governo com outros países, a avaliação ruim ou péssima voltou ao patamar de dezembro, quando registrava 39% — em março, eram 43%. A avaliação ótima ou boa passou de 27% para 28%, e a regular cresceu de 21% para 26%.

A Educação segue como a área mais bem avaliada do governo, embora tenha registrado oscilação negativa, de 36% em março para 35% em junho. A reprovação permaneceu estável em 38%.

No combate à fome e à pobreza, houve oscilação negativa na avaliação ótima ou boa, de 35% para 33%, interrompendo a tendência de crescimento observada desde dezembro de 2025. A avaliação ruim ou péssima permaneceu em 41%, enquanto a regular passou de 22% para 24%.

A atuação do governo federal na área do meio ambiente também apresenta estabilidade. A aprovação passou de 28% para 29%, enquanto a reprovação oscilou de 39% para 37% entre março e junho. A avaliação regular passou de 27% para 29% no mesmo período.

Na segurança pública, a avaliação também se manteve estável. A percepção positiva variou de 25% para 26%; a regular, de 23% para 25%; e a negativa, de 49% para 47%.

O desempenho do governo na área da saúde não apresentou alteração estatisticamente relevante em relação ao levantamento anterior, segundo a Ipsos-Ipec, apesar da oscilação de 46% para 43% na avaliação negativa. Os que aprovam a atuação do governo na área passaram de 28% para 29%, e os que a consideram regular foram de 24% para 26%.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, com dois mil eleitores em 130 municípios do País. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.