Política

Moraes amplia visita de advogados e autoriza defesa a acompanhar depoimento de Bolsonaro

Ex-presidente será ouvido nesta terça-feira em inquérito sobre arma registrada em seu nome e encontrada com um segurança no DF

Estadao Conteudo 22/06/2026
Moraes amplia visita de advogados e autoriza defesa a acompanhar depoimento de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a acompanhar o depoimento que ele prestará nesta terça-feira, 23, à Polícia Civil do Distrito Federal. O magistrado também permitiu que os advogados se reúnam com o ex-presidente sem limitação de tempo antes da oitiva.

Bolsonaro será ouvido no âmbito de um inquérito que apura a situação de uma arma de fogo registrada em seu nome, encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem policial. A oitiva está marcada para as 15h e será realizada na residência do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

“Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), para fins de preparação para a oitiva, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva que será realizada no Inquérito Policial nº 672/2026-17°DP”, escreveu Moraes na decisão.

A decisão esclarece que a defesa de Bolsonaro já possui autorização para visitá-lo em qualquer dia da semana, inclusive aos fins de semana e feriados, entre 8h20 e 18h, sempre por um período de 30 minutos.

Segundo informações da Agência Brasil, a arma foi apreendida na semana passada, quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.

O motorista foi conduzido a uma delegacia e declarou que a arma havia sido entregue a ele em razão de uma pane. Ele relatou ainda que retirou a pistola para realizar o reparo e que o equipamento seria devolvido no dia seguinte.

Após o episódio, a defesa de Bolsonaro reconheceu que o ex-presidente é proprietário da arma, que teria sido deixada com o segurança para ser levada ao conserto. De acordo com os advogados, Bolsonaro não está proibido de manter a arma em casa.