Política

“Não dá para provocar a maior democracia do mundo com ofensas”, diz Flávio Bolsonaro

Senador participou de evento da CNI em Brasília e defendeu um governo pragmático nas relações internacionais, caso seja eleito

Estadao Conteudo 22/06/2026
“Não dá para provocar a maior democracia do mundo com ofensas”, diz Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução / Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira, 22, que o Brasil precisa enfrentar a elevada carga tributária e o excesso de regulamentação. Ele também defendeu que, se eleito, faça um governo “pragmático” nas relações internacionais.

As declarações foram dadas durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis” , promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

"Não dá para, a todo momento, provocar a maior democracia do mundo com ofensa, ameaçando o dólar como padrão de comércio internacional, acusando o governo de ser fascista. A única pessoa que quer tarifação de empresas brasileiras é Lula, porque acredita que com isso terá algum benefício eleitoral", disse Flávio.

O senador voltou a negar que tenha pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aplicação de um novo tarifaço sobre o Brasil. Segundo ele, a orientação foi para que esperasse. “Pedi paciência, aguarde um pouco: a partir de janeiro, o Brasil terá um presidente da República que vai negociar de igual para igual com os EUA”, afirmou.

Flávio também declarou que o cenário político mudará a partir de 2027. “Vai ser diferente a partir de janeiro de 2027, porque a única certeza que eu tenho é que Lula não será mais o presidente da República a partir do ano que vem”, destacou. O senador classificou a disputa presidencial como uma escolha entre o “caminho das trevas” e o “caminho das borboletas”.

Também participou do evento o pré-candidato e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Na sequência, estava prevista a participação do ex-governador de Goiás e presidente Ronaldo Caiado (PSD).