Política

Roraima elege neste domingo governador para mandato tampão até 2027

Mais de 384 mil eleitores estão aptos a votar; pleito foi convocado após cassação de chapa pelo TSE

Agência Brasil 21/06/2026
Roraima elege neste domingo governador para mandato tampão até 2027
Eleitores de Roraima vão às urnas para escolher governador em mandato tampão até 2027

Mais de 384 mil eleitores de Roraima estão aptos a ir às urnas neste domingo (21) para escolher o chefe do Executivo estadual em mandato tampão, válido até janeiro de 2027. A votação ocorre até as 17h, no horário local, em 350 locais de votação no estado.

A eleição suplementar foi convocada após a cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 30 de abril, do mandato do ex-governador Edilson Damião (União Brasil), que havia assumido a vaga de Antonio Denarium após a renúncia dele ao cargo.

A chapa foi condenada no TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em razão de práticas como entrega de cestas básicas e repasses de verbas a municípios sem observância das regras legais, entre outras irregularidades.

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A disputa deste domingo

No pleito deste domingo (21), disputam o mandato tampão Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado; o atual governador, Soldado Sampaio (Republicanos), que era presidente da Assembleia Legislativa e assumiu interinamente o Executivo; e a socióloga Nelita Frank (PT), da oposição local.

Ex-prefeito de Boa Vista (RR), Arthur Henrique concorre “sob judice” e pode ter a candidatura barrada posteriormente, mesmo em caso de vitória. A situação ocorre porque o registro foi questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), com decisão do ministro Flávio Dino favorável à reclamação.

O ministro derrubou norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que flexibilizava o prazo para candidatos deixarem cargos públicos antes da eleição. Pela regra local, o afastamento poderia ocorrer até 24 horas após a convenção partidária que definiu o nome do candidato.

Dino rejeitou o entendimento do TRE-RR e decidiu que a desincompatibilização dos cargos não poderia ser flexibilizada, devendo ser respeitado o prazo de três ou seis meses previsto na Lei das Inelegibilidades.

Como ainda cabe recurso contra a decisão, o candidato apoiado pelo ex-governador cassado permanece nas urnas, mas disputa a vaga na condição de candidato “sob judice”.

A decisão de Dino também alterou os planos do PT no estado. A legenda havia indicado a professora Antônia Pedrosa para a disputa, mas ela não se afastou do cargo na rede pública de ensino dentro do prazo de desincompatibilização.

Com isso, o partido indicou Nelita Frank como substituta. No entanto, o nome e a foto de Antônia Pedrosa foram mantidos na urna eletrônica. Segundo o TRE-RR, não houve tempo hábil para realizar a troca das informações no sistema.

Eleições municipais

Além dos eleitores de Roraima, moradores de cinco municípios brasileiros também vão às urnas para escolher prefeitos em eleições complementares. Os eleitos cumprirão mandatos tampão até janeiro de 2029. Os novos pleitos foram marcados após a perda dos mandatos de gestores eleitos em 2024.

Serão escolhidos prefeitos e vice-prefeitos em Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG).

Em Reginópolis (SP), concorrem João Paulo (PSD), com Marquinho do Gás (Podemos) como candidato a vice-prefeito, e Marquinho Bastos, ao lado de Fernando Inácio (União Brasil).

Em Tuiuti (SP), disputam a prefeitura as chapas formadas por Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB), e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).

Em Joviânia (GO), concorrem Pedro Lucas, conhecido como Macaco, e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), além de Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB).

Em Amparo da Serra (MG), disputam a prefeitura as chapas encabeçadas por Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos), e por Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD).

Em Bonito de Minas (MG), concorrem João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil), além de Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).