Política

Programa de detecção precoce da adenomiose vai ao Plenário

Projeto aprovado na Comissão de Assuntos Sociais prevê diagnóstico, tratamento, capacitação de profissionais e monitoramento da doença pelo poder público

Agência Senado 17/06/2026
Programa de detecção precoce da adenomiose vai ao Plenário
Deputados aprovaram o texto na sessão do Plenário - Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (17), o projeto que cria o Programa de Detecção Precoce e Tratamento da Adenomiose . A proposta busca ampliar a proteção à saúde da mulher diante da doença ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial na musculatura do útero.

O texto segue agora para análise do Plenário em regime de urgência.

O PL 406/2024 prevê ações como parcerias para pesquisa, padronização de critérios de diagnóstico, treinamento de profissionais de saúde e realização de eventos sobre o tema. Pelo projeto, o poder público também deverá monitorar a adenomiose por meio de registros de ocorrência da doença.

Segundo a relatora, a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), a adenomiose pode provocar inflamação local e causar dores incapacitantes.

— Com frequência, está associada a dor, sangramento uterino anormal e menstruação prolongada. A detecção precoce permite investigar antes que a doença evolua para anemia, automedicação e uso recorrente de serviços de urgência — afirmou.

Roberta Acioly manteve o texto apresentado pela deputada Clarissa Tércio (PP-PE).

Durante a discussão, o senador Dr. Hiran (PP-RR) destacou que a detecção precoce pode ser feita por meio de ultrassom e ressonância magnética, exames que, segundo ele, ainda são de difícil acesso em postos e unidades básicas de saúde.

— Que podemos trabalhar juntos ao SUS para que ele facilite o acesso às mulheres que têm essa patologia, que impacta muito na sua vida sexual e na vida reprodutiva — declarou.