Política

Sargento do Exército é parado em blitz com arma de Jair Bolsonaro

Militar afirmou que levava o equipamento para reparos; Alexandre de Moraes pediu esclarecimentos à defesa do ex-presidente.

Estadao Conteudo 16/06/2026
Sargento do Exército é parado em blitz com arma de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - Foto: © AP Photo / Eraldo Peres

O sargento Estácio Leite da Silva Filho, do Exército, foi parado em uma blitz em Brasília nesta segunda-feira, 15, com uma arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Durante a abordagem, o militar afirmou que levava o equipamento para "reparos". A ocorrência foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente e à equipe responsável pelas revistas de acesso à residência de Bolsonaro.

Estácio integra a equipe de segurança que acompanha Bolsonaro após o fim do mandato presidencial. Ex-ocupantes da Presidência da República têm direito a esse tipo de assessoramento.

Natural de Paranaguá, no Paraná, Estácio trabalhou, na adolescência, como entregador de jornais e office boy. Ele ingressou na carreira militar em 1992. Ao longo do período em que serviu no Exército, participou de missões de paz no Timor-Leste, em 1999, e no Haiti, em 2014.

Em 2022, o sargento atuou na segurança de Jair Bolsonaro. Em dezembro daquele ano, foi nomeado assistente técnico da equipe que acompanharia o ex-presidente após o encerramento do mandato. Estácio também acompanhou Bolsonaro em viagens aos Estados Unidos, em janeiro e março de 2023.

Em março deste ano, quando Bolsonaro estava na "Papudinha", Moraes autorizou a entrada de Estácio e de mais três assessores no local. Segundo o pedido apresentado ao relator, eles seriam responsáveis pela entrega de "alimentação especial" ao ex-presidente.

No mês seguinte, já com Bolsonaro em prisão domiciliar, Moraes autorizou a entrada de Estácio na residência do ex-presidente.

O sargento dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado na blitz. Durante a abordagem, afirmou ser integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O órgão, no entanto, negou a informação.