Política

Rogerio Marinho critica política fiscal e alerta para avanço da dívida pública

Senador afirmou que o aumento dos gastos federais deteriora as contas públicas e pode gerar impactos para as próximas gerações.

Agência Senado 10/06/2026
Rogerio Marinho critica política fiscal e alerta para avanço da dívida pública
O senador Rogério Marinho (PL-RN) - Foto: Pedro França/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), o senador Rogerio Marinho (PL-RN) criticou a condução da política econômica do governo federal e afirmou que o crescimento dos gastos públicos tem contribuído para o aumento da dívida do país. Segundo o parlamentar, a situação fiscal brasileira se deteriorou nos últimos anos e pode provocar impactos negativos para as próximas gerações.

O senador comparou os indicadores econômicos atuais aos registrados durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Marinho, a elevação das despesas públicas está associada à criação de novos tributos. Ele também citou projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI) sobre a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

— Nós estamos falando de um acréscimo de mais de 12 pontos percentuais na tributação no Brasil em função do PIB, quase R$ 300 bilhões em novos impostos, quase 30 impostos novos e, mesmo assim, as despesas públicas crescem geometricamente. Nós sabemos que, ao final deste período, a relação dívida-PIB, que era 71 pontos percentuais, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), aqui do Senado da República, baterá 84 pontos percentuais. Significa que os brasileiros vão herdar uma herança maldita do governo do PT de mais de R$ 2 trilhões acrescidos à dívida pública — afirmou.

O parlamentar também atribuiu ao governo federal a responsabilidade por déficits em empresas públicas e criticou a expansão de gastos. Marinho citou a situação dos Correios para questionar a gestão de estatais e defendeu maior responsabilidade fiscal na condução das contas públicas.

— Talvez, desse corolário de ações deletérias deste governo, a face mais evidente sejam os Correios, entregues no final da administração do presidente Bolsonaro com um superávit de quase R$ 500 milhões. E, agora, R$ 12 bilhões de empréstimo no ano passado, R$ 8 bilhões procurados neste ano por estes mesmos Correios, governados por incompetentes, por aliados políticos, por aqueles que delapidam o patrimônio público, em função de um projeto de poder, de um partido político — declarou.