Política
Dr. Wanderley quer levar ao Senado a experiência de quem fez da saúde uma missão: "Alagoas já é o meu país"; vídeo
Médico, ex-vice-governador e deputado estadual, José Wanderley entra na disputa como aposta de perfil moderado, com trajetória ligada à saúde, ao Sertão e à defesa de uma representação mais alinhada aos interesses de Alagoas
A escolha do médico e deputado estadual José Wanderley Neto, o Dr. Wanderley, como segundo nome do MDB para a disputa ao Senado Federal em Alagoas revela uma estratégia que vai além da simples composição partidária. Ao lado do senador Renan Calheiros, o partido apresenta ao eleitorado uma candidatura com perfil diferente do ambiente de radicalização que marca parte da política nacional e estadual.
Sertanejo, nascido no então povoado de Cacimbinhas, à época pertencente a Palmeira dos Índios, Dr. Wanderley chega ao tabuleiro eleitoral como uma figura de trajetória consolidada na medicina, na vida pública e na defesa da saúde. Não se trata de um nome construído apenas no calor da disputa eleitoral. Sua biografia carrega décadas de atuação profissional, presença no interior de Alagoas e participação em cargos relevantes da política estadual.
Na política, Wanderley já ocupou o cargo de vice-governador de Alagoas e exerce mandato de deputado estadual. Antes disso, construiu uma história marcada pela medicina, especialmente na cardiologia, área em que se tornou referência e ajudou a estruturar serviços especializados no Estado. Essa combinação de experiência técnica, vida pública e ligação com o Sertão é justamente o ponto que o MDB tenta transformar em ativo eleitoral.
Em entrevista à Tribuna do Sertão, concedida à jovem repórter Kellyane Nascimento, Dr. Wanderley resumiu o motivo pelo qual acredita que Alagoas deve enviá-lo ao Senado.
“Porque Alagoas precisa ter três senadores operantes. O Senado é a casa da Federação. O Estado de São Paulo tem o mesmo peso que Alagoas”, afirmou.
A declaração toca em um ponto central da disputa: a importância da representação federativa. No Senado, cada Estado possui três cadeiras, independentemente do tamanho da população ou da força econômica. Para Wanderley, esse espaço precisa ser ocupado por parlamentares capazes de atuar de forma coordenada com o governo estadual e com uma pauta de desenvolvimento para Alagoas.
“É importantíssimo que esses senadores estejam alinhados com o governo do Estado para poderem promover, de forma organizada, o desenvolvimento que está acontecendo aqui em Alagoas”, disse.
Ao ser questionado sobre o significado de ser lançado pelo MDB como pré-candidato ao Senado, ao lado de Renan Calheiros, Dr. Wanderley tratou o momento como uma nova missão em sua trajetória pública.
“Isso é mais uma missão que eu recebo. A primeira missão que eu recebi de mim mesmo foi voltar para Alagoas, depois de cinco anos fazendo cirurgia cardíaca e treinando no Rio de Janeiro, para instalar a cardiologia e a cirurgia cardíaca aqui em Alagoas”, declarou.
O médico lembrou que considera essa primeira missão exitosa. Segundo ele, foram mais de 30 mil pessoas operadas ao longo de sua carreira. Também citou sua participação na implantação de serviços de referência, como o Hospital do Coração de Alagoas, além da introdução dos transplantes cardíacos na região.
“Conseguimos convencer o governador a fazer o Hospital do Coração de Alagoas na Vila Jatene. Introduzimos os transplantes de coração aqui na região”, afirmou.
A fala reforça o eixo que deve nortear sua pré-campanha: saúde, experiência administrativa e cuidado com as pessoas. Ao contrário de nomes que apostam no confronto permanente, na retórica agressiva ou no pragmatismo puro da máquina política, Wanderley tenta se apresentar como alternativa de equilíbrio, com discurso técnico, trajetória de serviços prestados e imagem de homem público respeitado.
“Essa é mais uma missão que a gente recebe com humildade, com naturalidade, mas com muita determinação, para que a gente faça o que fez a vida inteira: cuidar de pessoas e cuidar, sobretudo, dos alagoanos”, completou.
A entrada de Dr. Wanderley na disputa também amplia o debate sobre o perfil de representação que Alagoas deseja enviar ao Senado. Em uma eleição com duas vagas, o eleitor poderá avaliar não apenas nomes e grupos políticos, mas também estilos, trajetórias e compromissos públicos.
O MDB aposta que Wanderley pode dialogar com setores que buscam uma alternativa fora do radicalismo, sem abrir mão da experiência política. Seu nome carrega a marca do interior, da medicina, da saúde pública e de uma vida profissional associada ao atendimento de milhares de alagoanos.
Ao final da entrevista, o pré-candidato sintetizou, em uma frase simbólica, a relação que diz ter construído com o Estado:
“Alagoas já é o meu país.”
A frase, mais do que um recurso de linguagem, resume o tom que Dr. Wanderley pretende imprimir à caminhada: apresentar-se como um homem de Alagoas, com raízes no Sertão, serviços prestados na saúde e disposição para disputar uma das cadeiras mais importantes da representação política do Estado em Brasília.
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