Política

Bolsonaro segue com restrição de movimentos no ombro e não inicia fisioterapia ativa

Relatórios médicos enviados ao STF apontam limitação no ombro direito e recomendam apenas sessões passivas de fisioterapia.

01/06/2026
Bolsonaro segue com restrição de movimentos no ombro e não inicia fisioterapia ativa
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Foto: © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece sem autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após ter sido submetido a cirurgia na região. Relatórios encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana apontam que Bolsonaro apresenta importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica.

De acordo com avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, o ex-presidente, de 71 anos, esteve consciente, orientado e colaborativo durante o atendimento. Por enquanto, está autorizada apenas uma sessão semanal de fisioterapia, limitada a mobilizações passivas do ombro.

Em relatório separado, o cardiologista Brasil Ramos Caiado comunicou ao STF que Bolsonaro não relatou dores relevantes no ombro, mas apresentou "episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico".

"Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez", informou o médico.

O documento acrescenta que o ex-presidente iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial controlada e segue com instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que motivou a adoção de medidas preventivas para redução do risco de quedas.

Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Desde o fim de março, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, após contrair broncopneumonia bacteriana. Antes, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.