Política

STJ agenda depoimento de vítimas e 20 testemunhas em processo disciplinar contra Marco Buzzi

Ministro afastado será alvo de oitivas no dia 11 de junho; processo apura denúncias de assédio sexual e moral

01/06/2026
STJ agenda depoimento de vítimas e 20 testemunhas em processo disciplinar contra Marco Buzzi
Marco Buzzi - Foto: Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 11 de junho os depoimentos de duas mulheres que acusaram o ministro Marco Buzzi de assédio sexual. O processo disciplinar, aberto pelo tribunal para apurar as denúncias, entra agora na fase de tomada de depoimentos, que incluirá também 20 testemunhas de defesa e de acusação, conforme informou a Agência Brasil.

Marco Buzzi está afastado da carga desde fevereiro deste ano. Ele respondeu a um processo administrativo disciplinar (PAD) no STJ e a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado, para apurar as acusações de crimes sexuais cometidos contra duas mulheres. A defesa do ministro nega as acusações.

A primeira denúncia partiu de familiares de um jovem de 18 anos, amigos de Buzzi. Segundo relatos, a vítima estava de férias com os pais e a família do ministro em um imóvel dele, em Santa Catarina. No local, o magistrado teria tentado agarrar o jovem à força.

Após essa denúncia, uma ex-assessora do ministro fatos semelhantes. Ela denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cinco episódios de suposto assédio sexual e um de assédio moral durante o período em que trabalhou no gabinete de Buzzi.

O ministro também é investigado no STF, onde o caso tramita em sigilo. No fim de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, invejoso ao ministro Nunes Marques, relator do caso, parece favorável à abertura de inquérito criminal, com envio dos autos à autoridade policial para diligências por 60 dias, sob sigilo, e posterior retorno ao Ministério Público para nova avaliação.

Em abril, o STJ decidiu instaurar o processo disciplinar após analisar as conclusões da comissão de sindicância aberta em fevereiro. O afastamento cautelar de Buzzi foi suspenso até a conclusão do processo.