Política
Girão elogia decisão dos EUA sobre facções e cobra ações do Brasil
Senador destaca classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e pede resposta efetiva das autoridades brasileiras
Em pronunciamento por videoconferência nesta segunda-feira (1º), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou que a expansão das facções criminosas representa hoje uma das principais ameaças à segurança pública no Brasil. O parlamentar comentou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
— A classificação anunciada pelos Estados Unidos é até um alento, abre um debate que o Brasil vem adiando há anos. É evidente que qualquer cooperação internacional deve respeitar a soberania brasileira. Nenhum país pode admitir interferências indevidas em seus assuntos internos, mas a soberania não pode ser confundida com a rendição ao império do crime. A verdadeira soberania se exerce quando o Estado tem capacidade de proteger sua população, de controlar seu território e de garantir que a lei prevaleça sobre o crime — afirmou o senador.
Segundo Girão, a medida reforça a necessidade de ampliar o combate às facções criminosas e considerar a dimensão internacional das atividades desses grupos. O senador citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ressaltando que o Ceará está entre os estados mais violentos do país. De acordo com ele, cinco dos 12 municípios com maiores índices de violência no Brasil estão no estado. Girão também alertou para a influência das facções sobre comunidades e atividades econômicas em diversas regiões, atribuindo o cenário à falta de ações mais efetivas do poder público no enfrentamento ao crime organizado.
— O estado do Ceará vive o mais absoluto caos na segurança pública. As facções do Ceará funcionam como um poder paralelo, dominando bairros inteiros da capital cearense, Fortaleza, e cidades do interior também, extorquindo comerciantes e expulsando moradores de suas casas. A cada três dias, uma família é expulsa da própria casa. Se isso não é terrorismo, é o quê? Só tem um nome: é terrorismo — declarou.
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