Política

Caiado e Zema discutem possível aliança já no primeiro turno

Pré-candidatos à Presidência avaliam unir forças, mas definição sobre vice ainda não foi fechada

27/05/2026
Caiado e Zema discutem possível aliança já no primeiro turno
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Instagram

Pré-candidato à Presidência , Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (27) que ele e Romeu Zema (Novo) estudam formar uma chapa única para disputar as eleições de 2026. A possibilidade foi levantada um dia após o próprio Zema admitir que as conversas nesse sentido estão em andamento.

Apesar de confirmarem o diálogo sobre uma eventual aliança, nenhum dos dois antecipou quem abriria a mão da cabeça de chapa para servir vice.

"Com a última pesquisa que nós conversamos, existe esse sentimento e ele é uma pessoa aberta. Então, nós estamos realmente avaliando isso", disse Caiado em entrevista à rádio Nova Difusora.

Segundo Caiado, o cenário atual é de vantagem para os principais adversários: "Nesse momento, as duas candidaturas (Flávio e Lula) estão numa posição, temos humildade de consideração, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos as forças, elas poderão chegar forte só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno?"

Zema, que já foi especulado como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL), reafirmou que pretende manter sua candidatura até o fim. Questionado se aceitaria ser vice de Caiado, respondeu em tom descontraído: “Não poderia ser o contrário?”

O pré-candidato do Novo sinalizou que a decisão sobre alianças será tomada mais adiante, conforme o cenário político em evolução. "Essas conversas sempre ocorreram e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data limite. Porque, na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas, infelizmente", afirmou, referindo-se ao prazo de 15 de agosto para registro das candidaturas, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

Na última pesquisa Datafolha, Caiado aparece com 4% das intenções de voto e Zema, com 3%. Ambos distantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera com 40%, e de Flávio Bolsonaro, que soma 31%.