Política
Moraes mantém prisão preventiva dos mandantes do assassinato de Marielle Franco
Ministro do STF afirma não haver fatos novos que justifiquem a liberdade dos condenados pelo crime, mantendo prisão até o trânsito em julgado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira (25) manter a prisão preventiva dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, além de outros três condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Na decisão, Moraes destacou que não surgiram fatos novos capazes de alterar a situação processual dos acusados, condenados por arquitetar, ordenar e tentar acobertar os homicídios em fevereiro deste ano. Assim, as prisões permaneceram até o trânsito em julgado da ação, etapa em que não cabem mais recursos e a pena passa a ser realizada.
Além dos irmãos Brazão, a medida atinge Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo Alves Pereira, ex-major da PM; e Robson Calixto, ex-policial militar e ex-assessor de Domingos no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
A Primeira Turma do STF condenou Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e três meses de prisão pelos homicídios de Marielle e Anderson, pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves e por organização criminosa armada. Chiquinho cumpre prisão domiciliar humanitária em razão de problemas de saúde.
Os cinco acusados também perderam suas cargas públicas e são inelegíveis. Domingos Brazão foi conselheiro do TCE-RJ, enquanto Chiquinho teve o mandato de deputado federal cassado em abril de 2025 devido ao excesso de faltas.
Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado; Rivaldo Barbosa, 18 anos por obstrução de Justiça e corrupção passiva; e Robson Calixto, há 9 anos por integrar organização criminosa armada.
Na semana passada, o STF tornou Rivaldo réu em nova ação penal relacionada ao caso. Ele responderá, juntamente com o delegado Giniton Lages e o comissário da Polícia Civil Marco Antonio de Barros Pinto, pela associação criminosa e interferência da Justiça.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuante dentro da Polícia Civil do Rio de Janeiro para dificultar investigações de homicídios e garantir a impunidade de crimes ligados a organizações criminosas, incluindo o caso de Marielle e Anderson. As defesas negam todas as acusações.
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