Política
Izalci Lucas critica programa Pé-de-Meia após apontamentos do TCU
Senador do PL-DF destaca falhas no controle e pagamentos indevidos identificados pelo Tribunal de Contas da União.
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou a forma como o governo federal vem implementando o programa Pé-de-Meia . O parlamentar ressaltou que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na execução do programa, incluindo pagamentos indevidos, até mesmo para pessoas já falecidas. O Pé-de-Meia é uma iniciativa de incentivo financeiro para estimular a permanência e a conclusão do ensino médio em escolas públicas.
Segundo Izalci, o relatório do TCU inclui ausência de mecanismos de controle e falhas no cruzamento de dados oficiais utilizados para conceder o benefício. O Senador destacou que os auditórios revelaram milhares de registros irregulares. Ele também lembrou que o TCU determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões relacionados ao programa.
— O próprio relatório [do TCU] aponta que isso é total ausência de qualquer filtro para impedir o roubo de dinheiro público. Isso não é uma fraude sofisticada; é um sistema criado sem controle algum, justamente para facilitar esse roubo. O relatório aponta que o TCU foi considerado ilegal toda essa gambiarra que o governo federal fez para criar o programa Pé-de-Meia — afirmou.
Para Izalci, os recursos deveriam ser direcionados a melhorias estruturais na educação pública. O senador defende investimentos em educação profissional, valorização dos professores e ampliação da infraestrutura escolar. Ele criticou a redução das atividades esportivas e culturais nas escolas e argumentou que programas de transferência de renda, por si só, não resolvem o problema da evasão escolar sem avanços na qualidade do ensino.
— Como é que você quer uma escola, uma educação de qualidade, se você não valoriza o professor, se você não investe em infraestrutura? E evidentemente também é preciso valorizar a educação profissional e investir muito nela. Só vamos resolver a questão da segurança pública quando botarmos esses jovens para trabalhar, para empreender — concluído.
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