Política
Senado discute efeitos do El Niño e estratégias de prevenção para o Brasil
Sessão temática reúne parlamentares e especialistas para debater impactos climáticos e ações de enfrentamento
O Plenário do Senado realiza, nesta quinta-feira (28), uma sessão de debate temático para analisar os impactos do específico El Niño no Brasil em 2026. O encontro reunirá senadores e especialistas para discutir o aumento dos desastres naturais no país e avaliar propostas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. A sessão está marcada para as 9h.
O debate foi solicitado por líderes partidários (RQS 366/2026) e recebeu apoio de diversos senadores. Entre eles, Esperidião Amin (PP-SC) destacou que a reunião será uma oportunidade para aprimorar ferramentas de prevenção e mobilização da sociedade e dos órgãos públicos. Na semana anterior, Amin já havia abordado o tema em discurso no Plenário.
O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, alterando a circulação dos ventos e o clima global. No Brasil, o público costuma causar chuvas intensas na Região Sul e secas prolongadas nas regiões Norte e Nordeste. Especialistas preveem que o El Niño deste ano poderá ser um dos mais intensos dos últimos tempos.
Comissão de Ciência e Tecnologia
Na véspera, quarta-feira (27), a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) promove audiência pública sobre o El Niño de 2026 e as estratégias para o Brasil enfrentar as incertezas e possíveis impactos climáticos.
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ressaltou a crescente preocupação com o estado do Rio Grande do Sul, especialmente após a grande enchente de 2024. “Eu mesmo determinei um estudo a respeito das possíveis consequências desse El Niño, que os considerados são de que será o mais forte dos últimos anos”, afirmou Mourão, referindo-se ao requerimento (REQ 35/2026) do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), mesmo na CCT.
Segundo o autor do requerimento, o diálogo com especialistas é essencial para debater “o papel da ciência e da tecnologia na melhoria da capacidade de previsão climática, no monitoramento de eventos extremos e no desenvolvimento de soluções que subsidiem a tomada de decisão pelo poder público”.
Foram convidados professores, pesquisadores e representantes da Embrapa, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, da Rede Clima, do Museu Paraense Emílio Goeldi, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia Nacional de Medicina (ANM).
Com informações da Rádio Senado
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