Política
'Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, nunca encontrei com ele', afirma Zema
Ex-governador de Minas Gerais rebate insinuações e critica relação de adversários com Daniel Vorcaro durante evento empresarial
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda-feira (25) que nunca se encontrou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem chamou de "banqueiro bandido". Segundo Zema, apesar de ambos residirem na mesma cidade, Vorcaro nunca solicitou um encontro com ele.
A fala de Zema ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitir publicamente, em 20 de maio, ter sido encontrado com Vorcaro na residência do banqueiro. O encontro aconteceu em São Paulo, no fim de 2025, logo após a primeira soltura de Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, quando o banqueiro ainda usava tornozeleira eletrônica.
Flávio Bolsonaro afirmou que a reunião teve como objetivo encerrar o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Segundo mensagens reveladas, o senador teria pedido recursos ao banqueiro para a produção do longo.
“No meu governo, em Minas Gerais, não teve um escândalo, não teve corrupção, não teve esquema. Apesar de morar na mesma cidade do banqueiro bandido, é estranho, eu nunca encontrei com ele, nunca”, enfatizou Zema. "Eu falo que a assombração sabe para quem ela vai aparecer e bater na porta."
As declarações foram dadas durante a participação em um encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). No evento, Zema intensificou críticas indiretas e afirmou que "gambá cheira gambá". O ex-governador avaliou que manter relações com Vorcaro é "mau sinal" para quem pretende disputar a Presidência e criticou ainda a indicação de parentes para cargos públicos. Flávio é o candidato escolhido por Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
"Também não acredito quando dizem que parentes são a solução para os problemas. Eu gosto é de gente competente, e não de falar que é parente que resolve. Quando é companheirada, parentada, a coisa fica difícil", disse Zema.
O pré-candidato afirmou que o Brasil precisa de um presidente que não chegue ao cargo suscetível a chantagens ou com "rabo preso". Sem citar nomes, sugeriu que as lideranças políticas já foram constrangidas por investigações familiares ou questões pessoais, o que, segundo ele, comprometeria a capacidade de governar.
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